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Procuradoria Geral da República pede nova prisão de Monique Medeiros

Órgão afirma que decisão que soltou Monique Medeiros contrariou entendimento da Corte e não teve justificativa suficiente

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal que restabeleça a prisão preventiva de Monique Medeiros, acusada no caso da morte do menino Henry Borel.

O parecer foi apresentado em uma ação movida pela defesa de Leniel Borel, que questiona a decisão que colocou Monique em liberdade em março deste ano.

Ela foi solta após o adiamento do julgamento, marcado agora para 25 de maio. A sessão anterior foi interrompida depois que a defesa de Jairo Souza Santos Júnior deixou o plenário.

Segundo o subprocurador-geral Antônio Edílio Magalhães Teixeira, a soltura desrespeita decisões anteriores do STF, que já haviam determinado a prisão para garantir a ordem pública e o andamento do processo.

A PGR também afirma que não houve demora excessiva que justificasse a liberdade, já que o adiamento do julgamento ocorreu por ações da própria defesa.

O caso será analisado pelo ministro Gilmar Mendes.

Henry Borel morreu em março de 2021, aos 4 anos, no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. Na época, os acusados disseram que a criança sofreu um acidente doméstico, mas laudos apontaram diversas lesões pelo corpo, contrariando essa versão.