As mulheres representam apenas 22,3% da força de trabalho na indústria do estado do Rio de Janeiro, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. O estudo mostra que, além de serem minoria no setor, elas também enfrentam maior dificuldade para ocupar cargos operacionais e posições de liderança.
De acordo com os dados, cerca de 188 mil mulheres estavam empregadas na indústria fluminense no último ano. Nas funções operacionais, a presença feminina é ainda menor: 14,3%. Já nos cargos de chefia, como diretorias e gerências, elas representam 29,5%.
Segundo a Firjan, ainda há barreiras estruturais importantes, como a cultura organizacional das empresas, a falta de atividade feminina, além de casos de preconceito e discriminação.
O levantamento também aponta problemas práticos, como a ausência de uniformes e equipamentos de proteção adaptados ao corpo feminino.
Apesar dos desafios, o estudo também aponta avanços. Sete em cada dez empresas industriais afirmam adotar ações para promover a equidade de gênero.
Entre as principais iniciativas estão a flexibilização da jornada de trabalho, como horários alternativos e home office (51%), e políticas de diversidade no recrutamento (47%).
Entre as trabalhadoras, a avaliação é de que a presença feminina tende a crescer, mesmo diante das dificuldades.






