A Polícia Civil do Rio realiza, nesta segunda-feira (27), uma nova perícia no local onde o técnico de segurança do trabalho Gabriel de Jesus Firmino, de 28 anos, morreu durante a montagem do palco para o show de Shakira na Praia de Copacabana.
Por causa da análise, a organização do evento interrompeu temporariamente a instalação da estrutura. A produtora Bonus Track informou que a paralisação ocorre para viabilizar o trabalho da perícia e afirmou que o cronograma segue dentro do prazo, sem impacto na montagem.
O caso está sob investigação da 12ª DP (Copacabana). De acordo com a Polícia Civil, uma perícia preliminar já foi realizada, e novas análises vão complementar a apuração nesta segunda-feira. Paralelamente, os agentes seguem com diligências para esclarecer as circunstâncias da morte.
Os investigadores avaliam se houve falha por parte da empresa responsável pela segurança dos trabalhadores. Caso sejam identificadas negligência, imprudência ou imperícia, os responsáveis podem responder por homicídio culposo. A polícia considera outras possibilidades, como lesão corporal culposa decorrente de acidente de trabalho, e não descarta a hipótese de homicídio doloso, com dolo eventual, caso fique comprovado que houve assunção de risco.
Conforme o boletim de ocorrência, Gabriel ficou prensado entre dois elevadores utilizados na estrutura do palco enquanto realizava a montagem de equipamentos. Ele era morador de Magé, na Baixada Fluminense, e trabalhava para a empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos.






