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Hospital Nossa Senhora das Dores é tombado e passa a ter proteção definitiva

Novas construções próximas terão limite de altura de até 15 metros, evitando que o patrimônio seja ocultado pela verticalização da região

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Reprodução

O Hospital Nossa Senhora das Dores, em Cascadura, teve seu tombamento definitivo oficializado pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD). O decreto foi publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (29) e garante proteção legal à integridade física e visual do conjunto arquitetônico. 

Instalado originalmente na antiga Chácara do Ferraz, o hospital é considerado o primeiro do Brasil especializado em tisiologia (tratamento de tuberculose). O decreto reforça sua relevância histórica e arquitetônica como um dos primeiros exemplos da chamada “arquitetura hospitalar pavilhonar”, que incorporou conceitos de higiene e ventilação modernos no início do século XX. 

A proteção abrange todo o complexo, não apenas as fachadas. Estão incluídos no tombamento a Capela de Nossa Senhora das Dores, a gruta de orações, o prédio principal com seus seis pavilhões, passarelas, necrotério, além de estruturas remanescentes da antiga chácara, como antigas estrebarias hoje utilizadas como lavanderia. Também entram na preservação elementos originais como esculturas, ornamentos, serralherias e até o elevador do bloco de apoio. 

Para preservar a visibilidade do hospital, a prefeitura criou uma área de entorno com restrições urbanísticas. Novas construções próximas terão limite de altura de até 15 metros, evitando que o patrimônio seja ocultado pela verticalização da região. 

Também foram estabelecidas regras para publicidade no entorno. Anúncios, letreiros e toldos não poderão encobrir detalhes arquitetônicos e dependerão de autorização dos órgãos responsáveis pelo patrimônio cultural. 

A gestão e fiscalização do espaço ficarão a cargo do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) e do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural. O decreto prevê ainda que, em casos de danos ou demolição irregular, os responsáveis poderão ser obrigados a reconstruir o bem com fidelidade às técnicas originais. 

A decisão é vista como uma conquista para a preservação histórica de Cascadura, sendo celebrada por especialistas e moradores da Zona Norte.