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PF prende deputado Thiago Rangel em nova fase da Operação Unha e Carne

4ª fase da investigação mira desvios na Secretaria Estadual de Educação e lavagem de dinheiro em postos de combustíveis.

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reprodução

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), a 4ª fase da Operação Unha e Carne. O principal alvo da ação é o deputado estadual Thiago Rangel (Avante), preso preventivamente sob acusação de liderar um esquema de corrupção e fraudes em licitações na Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc).

A operação, que faz parte da Missão Redentor II, cumpre ao todo 7 mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão. As ações ocorrem na capital fluminense, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.

O Esquema: Reformas e Notas Frias

Segundo as investigações, o grupo criminoso manipulava contratações realizadas por escolas estaduais ligadas à Diretoria Regional Noroeste da Seeduc. O esquema funcionava em três etapas:

  1. Direcionamento: Licitações de obras e compra de materiais eram voltadas para empresas pré-selecionadas vinculadas à organização.
  2. Saques em Espécie: Após receberem o dinheiro público, sócios das empresas realizavam saques para dificultar o rastreio.
  3. Lavagem de Dinheiro: Os valores eram injetados em uma rede de postos de combustíveis administrada por Thiago Rangel, onde o dinheiro ilícito era misturado ao faturamento legal do negócio.

Conexão com o STF e a ADPF das Favelas

As ordens de prisão foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação atual é um desdobramento das mídias apreendidas na primeira fase da operação, que inicialmente apurava o vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho (CV).

A PF aponta que a corrupção institucional dentro da Seeduc e o envolvimento de agentes públicos comprometem a logística de segurança do estado, enquadrando o caso no escopo da ADPF 635, que visa desarticular as finanças do crime organizado no Rio.

Esta é a quarta etapa de uma investigação que já atingiu nomes de peso da política fluminense. As 1ª e 3ª Fases levaram à prisão do então deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), acusado de envolvimento em vazamentos de operações policiais e no escândalo da Ceperj. Além de Rangel e Bacellar, a denúncia da PGR inclui o desembargador Macário Júdice Neto e o empresário TH Joias.

Os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.