Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Queda de energia afeta circulação de todos os ramais de trem no Rio
Rio de Janeiro
Queda de energia afeta circulação de todos os ramais de trem no Rio
Virginia Fonseca deixa posto de rainha de bateria da Grande Rio
Carnaval
Virginia Fonseca deixa posto de rainha de bateria da Grande Rio
Barcas adiam restrição a patinetes e ciclomotores após confusão nas estações
Estado
Barcas adiam restrição a patinetes e ciclomotores após confusão nas estações
Assaí abre cerca de 340 vagas de emprego em cidades do Rio de Janeiro
Empregos
Assaí abre cerca de 340 vagas de emprego em cidades do Rio de Janeiro
Fachin defende sigilo de fonte e anuncia análise de decisão de Moraes pelo plenário do STF
Brasil
Fachin defende sigilo de fonte e anuncia análise de decisão de Moraes pelo plenário do STF
TV Globinho está de volta em edição especial do Criança Esperança
Entretenimento
TV Globinho está de volta em edição especial do Criança Esperança
TRE-RJ inicia plantão especial para as Eleições 2026
Política
TRE-RJ inicia plantão especial para as Eleições 2026
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Alerj defende no STF eleição que levou Douglas Ruas à presidência

Assembleia afirma que voto aberto é regra atual e pede manutenção do resultado questionado pelo PDT

Siga-nos no

reprodução

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) defendeu no Supremo Tribunal Federal (STF) a validade da votação que elegeu o deputado Douglas Ruas (PL) como presidente da Casa. A manifestação foi enviada nesta terça-feira (5) ao ministro Luiz Fux, relator da ação apresentada pelo PDT que tenta anular o resultado.

No documento, a Alerj pede que o STF mantenha a eleição realizada em 17 de abril de 2026, conduzida por voto aberto, e rejeite a tentativa de obrigar a realização de um novo pleito com voto secreto. A Casa também sustenta que a escolha de Ruas deve ser reconhecida como legítima, inclusive para efeitos na linha de sucessão do governo estadual.

A ação do PDT questiona três pontos principais: a validade do voto aberto na eleição da Mesa Diretora, a anulação da votação já realizada e a convocação de uma nova eleição com voto secreto. O partido argumenta que houve falhas no processo, incluindo a ausência de formalização adequada da mudança no regimento interno e um prazo curto para a realização do pleito.

Segundo a legenda, o contexto político recente da Alerj, marcado por instabilidade e denúncias envolvendo a antiga gestão, exigiria maior proteção ao livre exercício dos deputados. Para o PDT, o voto aberto poderia expor parlamentares a pressões internas e externas.

Na resposta enviada ao STF, a Alerj rebate esses argumentos e afirma que o caso nem deveria ser analisado pela Corte. A Assembleia sustenta que o PDT já tentou anular a eleição na Justiça do Rio de Janeiro em três ocasiões, sem sucesso, e que não caberia levar o mesmo tema ao Supremo como uma nova tentativa.

Outro ponto central da defesa é a autonomia do Poder Legislativo. A Alerj afirma que a definição sobre o formato das votações internas — se abertas ou secretas — é uma decisão própria da Casa e não deve sofrer interferência do Judiciário, salvo em situações excepcionais, o que, segundo o documento, não ocorreu.

A Assembleia também destaca que o modelo de votação no Brasil evoluiu nos últimos anos para priorizar a transparência. De acordo com a manifestação, mudanças na Constituição Federal reforçaram o voto aberto como regra, tornando o sigilo uma exceção. Nesse contexto, a Alerj argumenta que a eleição por voto nominal está alinhada com esse princípio e permite maior controle da sociedade sobre a atuação dos parlamentares.

O documento ainda afirma que não houve violação direta à Constituição e que o questionamento do PDT representa apenas uma discordância política sobre o formato adotado na eleição.Ao final, a Alerj pede que o STF rejeite a ação e mantenha o resultado que levou Douglas Ruas à presidência. A Assembleia também destaca que a definição da Mesa Diretora contribui para a estabilidade institucional e para a regularidade da linha de sucessão no Executivo estadual, em casos de ausência do governador e do vice.