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Despejo por falta de pagamento lidera ações entre proprietários e inquilinos no Rio

Levantamento do Secovi-Rio aponta 1.665 processos entre locadores e locatários no primeiro trimestre de 2026

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reprodução

O mercado imobiliário fluminense registrou 1.665 ações locatícias no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento do Sindicato da Habitação do estado (Secovi-Rio), que representa condomínios, administradoras, imobiliárias e incorporadoras. O volume representa alta em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 1.429 processos entre proprietários e inquilinos.

Os dados mostram que a principal pressão hoje está concentrada nos casos de despejo por falta de pagamento. De acordo com a entidade, 55% das ações ajuizadas no trimestre tiveram como motivo a inadimplência no aluguel.

Em março, o avanço foi mais acentuado. Na capital, as ações de despejo por falta de pagamento cresceram 58,1%. No interior do estado, a alta foi de 31,7%.Locação concentra maior pressão. Na avaliação do setor, o movimento indica que as pressões econômicas têm afetado de forma mais direta o mercado de locação, onde a inadimplência tende a aparecer de maneira mais imediata na relação entre proprietários e inquilinos.

“O desafio mais sensível hoje está na locação, que responde mais rapidamente às pressões econômicas. Isso exige uma gestão mais preventiva e menos reação judicial”, afirmou Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-Rio e diretor-superintendente da APSA.

No segmento condominial, o comportamento foi diferente. O acumulado do trimestre somou 3.236 ações por inadimplência, abaixo das 3.470 registradas no mesmo período de 2025.

Para o mercado, os números sugerem que, neste momento, a inadimplência tem afetado com maior intensidade os contratos de aluguel do que o pagamento das taxas de condomínio.