O empresário norte-americano Ted Turner, fundador da CNN e um dos nomes mais influentes da comunicação mundial, morreu aos 87 anos. A causa da morte não foi informada. Em 2018, Turner revelou que sofria de demência com corpos de Lewy, uma doença neurodegenerativa.
Responsável por transformar a forma como o mundo consome notícias, Turner criou, em 1980, a primeira rede de televisão dedicada à cobertura jornalística 24 horas por dia. A iniciativa redefiniu o padrão da indústria e estabeleceu um modelo seguido globalmente.
Com perfil ousado e visão empresarial, Turner construiu um império de mídia a partir de uma emissora local adquirida em 1970. A partir dela, desenvolveu a Turner Broadcasting System e lançou canais especializados, incluindo redes voltadas para esportes e filmes clássicos.
A CNN surgiu com a proposta de oferecer uma alternativa à cobertura considerada “sensacionalista” das grandes redes americanas. Inicialmente desacreditada, a emissora se consolidou ao cobrir eventos históricos em tempo real, como guerras, julgamentos e desastres. “A menos que haja problemas com o satélite, não vamos sair do ar até o fim do mundo”, afirmou Turner anos depois, destacando o compromisso com a transmissão contínua.
Em 1996, Turner vendeu sua empresa para a Time Warner em um acordo bilionário, criando um dos maiores conglomerados de mídia do planeta. Apesar do sucesso financeiro, ele enfrentou dificuldades para se adaptar ao modelo corporativo e perdeu o controle das empresas que havia fundado.
A fusão posterior entre Time Warner e AOL, em 2001, agravou sua perda de influência e resultou em prejuízos financeiros expressivos. Em 2003, Turner deixou o cargo de vice-presidente da companhia.










