O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) estabeleceu um prazo de cinco dias para que o governo estadual apresente esclarecimentos detalhados sobre a utilização de helicópteros e jatinhos durante a administração do ex-governador Cláudio Castro, do PL. A decisão foi tomada nesta terça-feira pelo conselheiro José Gomes Graciosa.
Na determinação, o conselheiro afirma que existem indícios de possível uso irregular das aeronaves custeadas pelo Palácio Guanabara. Entre os pontos levantados estão suspeitas de viagens sem comprovação de interesse público, transporte de passageiros sem ligação oficial com o governo e inconsistências na prestação de contas dos gastos.
A defesa de Cláudio Castro afirma que todos os deslocamentos seguiram a legislação e atenderam critérios técnicos, institucionais e de segurança definidos pelo Gabinete de Segurança Institucional.
A investigação foi aberta após representação da deputada estadual Martha Rocha, do PDT, que questiona deslocamentos feitos sem justificativa clara de interesse público. Agora, o TCE exige documentos detalhados sobre voos realizados entre março de 2023 e março de 2026, incluindo datas, horários, destinos, listas de passageiros e justificativas oficiais.
Empresas responsáveis pelo fretamento das aeronaves também terão de entregar registros de voo, diários de bordo e notas fiscais. Dados do processo apontam que, no período analisado, foram realizados 225 voos em jatos executivos, com custos estimados em até R$ 18,5 milhões.
Apesar das suspeitas, o tribunal decidiu manter os contratos em vigor por enquanto, para evitar impactos na administração estadual. O caso segue em investigação e uma auditoria especial foi determinada para aprofundar a análise sobre possíveis danos aos cofres públicos.










