Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Rio alcança 2º lugar no país em autorização familiar para transplantes
Estado
Rio alcança 2º lugar no país em autorização familiar para transplantes
Cesgranrio entra na mira da PF após denúncias envolvendo o “Enem dos Concursos”
Rio de Janeiro
Cesgranrio entra na mira da PF após denúncias envolvendo o “Enem dos Concursos”
Parque Shangai vira patrimônio cultural do Rio após aprovação unânime na Câmara
Cultura
Parque Shangai vira patrimônio cultural do Rio após aprovação unânime na Câmara
Justiça do Rio barra uso de segurança oficial de ex-governadores para familiares
Estado
Justiça do Rio barra uso de segurança oficial de ex-governadores para familiares
Marcha para Jesus deve reunir milhares de fiéis e grandes nomes da música gospel no Centro do Rio
Entretenimento
Marcha para Jesus deve reunir milhares de fiéis e grandes nomes da música gospel no Centro do Rio
Ministério Público de São Paulo pede prisão preventiva de Oruam por ataque contra policiais
Brasil
Ministério Público de São Paulo pede prisão preventiva de Oruam por ataque contra policiais
Ricardo Couto anuncia pagamento de recomposição salarial para professores da rede estadual
Estado
Ricardo Couto anuncia pagamento de recomposição salarial para professores da rede estadual
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Brasil registra menor índice de crianças sem Registro Civil da história

O levantamento faz parte da pesquisa do IBGE sobre sub-registro de nascimentos e óbitos

Siga-nos no

Foto: Divulgação

O Brasil registrou em 2024 o menor índice de crianças sem Registro Civil desde o início da série histórica do IBGE, criada em 2015. Pela primeira vez, a taxa nacional ficou abaixo de 1%, chegando a 0,95%. Na prática, isso significa que cerca de 22 mil bebês nasceram sem documentação oficial no país. Há dez anos, esse percentual ultrapassava os 4%.

Apesar da redução histórica, o problema ainda preocupa principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde os índices seguem acima da média nacional. Roraima aparece com a situação mais grave do país, com quase 14% dos nascimentos sem registro. Também apresentam números elevados estados como Amapá, Amazonas, Piauí e Sergipe.

O levantamento faz parte da pesquisa do IBGE sobre sub-registro de nascimentos e óbitos, elaborada com dados de cartórios e do Conselho Nacional de Justiça. O estudo considera os bebês que não foram registrados nem no ano do nascimento nem até os primeiros meses do ano seguinte.

Segundo o instituto, a falta do registro civil impede o acesso pleno à cidadania e dificulta serviços básicos como matrícula escolar, vacinação, programas sociais e emissão de outros documentos oficiais.

Os dados mostram ainda que o local do parto influencia diretamente no problema. Entre crianças nascidas em hospitais, o índice de sub-registro ficou abaixo de 1%. Já nos partos realizados em casa, a taxa sobe para mais de 9%. Em outros locais, o percentual ultrapassa 19%.

Regionalmente, o Norte concentra os piores indicadores, com média de 3,5%, quase quatro vezes acima da taxa nacional. Já Sul e Sudeste registraram os menores percentuais do país. Paraná, Distrito Federal e São Paulo aparecem entre os estados com melhores resultados. O Rio de Janeiro teve índice de 0,58%, o maior entre os estados do Sul e Sudeste.

O estudo também aponta maior vulnerabilidade entre mães muito jovens. Entre adolescentes com menos de 15 anos, o índice nacional de sub-registro chegou a 6,1%. Em Roraima, quase 40% dos bebês de mães dessa faixa etária ficaram sem registro.

Mesmo com os desafios, o IBGE destaca que houve avanço significativo na última década, resultado da integração entre maternidades, cartórios e serviços públicos em todo o país.