O clima permanece tenso no Jardim Catarina, em São Gonçalo, após a morte de dois trabalhadores baleados durante uma ação policial na manhã desta quarta-feira (27/05). De acordo com relatos iniciais, as vítimas teriam sido confundidas com criminosos e acabaram atingidas por disparos efetuados por policiais militares.
Ao longo do dia, moradores realizaram protestos e bloquearam trechos da BR-101 que passam pelo bairro. Apesar da liberação parcial da via, uma nova tentativa de interdição foi registrada horas depois. Durante a mobilização, um jovem retirou a chave de um ônibus e fugiu, provocando novos transtornos no trânsito da região.
Diante da instabilidade, a Polícia Militar reforçou o policiamento com apoio de equipes do Batalhão de Choque e da Polícia Rodoviária Federal. A RJ-104 também recebeu reforço de segurança após novas tentativas de bloqueio feitas por moradores.
Em meio à tensão, a Prefeitura de São Gonçalo informou que a circulação de ônibus no Jardim Catarina foi suspensa por determinação da PM. Cerca de dez linhas deixaram de operar temporariamente no bairro, enquanto a Secretaria Municipal de Transportes acompanha os impactos na mobilidade urbana.
Os reflexos da ocorrência seguem afetando o trânsito, com registros de interdições parciais na BR-101 e na RJ-104, principalmente no sentido Niterói.
O caso também repercutiu na esfera política. A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro divulgou nota afirmando acompanhar as investigações sobre as mortes de Marcelo e Edivan. O colegiado defendeu a realização imediata de perícia técnica e a divulgação das imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos.
A presidente da comissão, Dani Monteiro, manifestou solidariedade às famílias das vítimas e afirmou que acompanhará a apuração do caso.










