A eleição presidencial do Peru segue indefinida após uma reviravolta na apuração dos votos do segundo turno. Com 94% das urnas contabilizadas, o candidato de esquerda Roberto Sánchez assumiu uma pequena vantagem sobre a conservadora Keiko Fujimori.
Segundo o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Sánchez tem 50,044% dos votos válidos, contra 49,956% de Keiko. A diferença é mínima e o resultado ainda pode mudar até o fim da contagem.
A virada ocorreu após horas de liderança da candidata conservadora. Analistas já apontavam essa possibilidade, já que Sánchez tem maior apoio nas áreas rurais, cujos votos costumam ser contabilizados nas etapas finais da apuração.
Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko chegou ao segundo turno após liderar a primeira fase da eleição. Já Sánchez avançou em um pleito marcado pela fragmentação partidária e pelo grande número de candidatos.
A disputa ocorre em meio a uma profunda crise política. Nos últimos dez anos, o Peru teve nove presidentes, reflexo da instabilidade institucional e das frequentes disputas entre Executivo e Congresso.
Enquanto a apuração entra na reta final, o país segue em expectativa para conhecer o próximo presidente.










