Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Lei estadual amplia debate sobre os efeitos da música na mente e na qualidade de vida
Política
Lei estadual amplia debate sobre os efeitos da música na mente e na qualidade de vida
Trump promete resposta após Irã derrubar helicóptero dos EUA
Mundo
Trump promete resposta após Irã derrubar helicóptero dos EUA
Arraiá dos Negócios: festas juninas agitam o comércio do Rio
Rio de Janeiro
Arraiá dos Negócios: festas juninas agitam o comércio do Rio
BRT Metropolitano avança na Baixada e passa a atender mais três cidades a partir de domingo
Rio de Janeiro
BRT Metropolitano avança na Baixada e passa a atender mais três cidades a partir de domingo
Novo Desenrola já beneficia mais de 6 milhões de brasileiros e limpa o nome de 4 milhões
Economia
Novo Desenrola já beneficia mais de 6 milhões de brasileiros e limpa o nome de 4 milhões
Força Municipal registra 693 prisões desde o início das operações no Rio
Rio de Janeiro
Força Municipal registra 693 prisões desde o início das operações no Rio
Rioprevidência aprova medida que reverte R$ 650 milhões de custeio administrativo para o pagamento de benefícios
Rio de Janeiro
Rioprevidência aprova medida que reverte R$ 650 milhões de custeio administrativo para o pagamento de benefícios
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Pesquisa PoderData: 37% dos brasileiros fecharam o último mês com contas em atraso

Para 42% dos endividados, o programa Desenrola Brasil ajudou a aliviar a situação

Siga-nos no

Foto: Reprodução

Um novo levantamento divulgado nesta terça-feira (9) acende o alerta para a saúde financeira do país: 37% dos brasileiros não conseguiram pagar todas as suas contas no último mês. Por outro lado, 61% dos entrevistados afirmaram que conseguiram honrar os compromissos ou moram em lares onde ninguém deixou de pagar os boletos.

A pesquisa foi produzida pelo instituto PoderData, que ouviu 2.500 pessoas em 166 municípios espalhados pelas 27 unidades da Federação. Os dados traçam um perfil detalhado de quem são os cidadãos mais afetados pelo endividamento atual no Brasil.

Idosos e baixa escolaridade lideram inadimplência

Ao contrário do que se poderia imaginar, os jovens não são os que mais acumulam contas em atraso. O recorte por faixa etária revela que a maior taxa de inadimplência está entre a população mais velha: 43% dos que deixaram de pagar as contas têm 60 anos ou mais. Em contrapartida, a faixa que vai dos 16 aos 24 anos registrou o menor índice de calotes, com 30%.

A vulnerabilidade social e econômica também dita o ritmo das dívidas. Na análise por nível de instrução, a inadimplência explode entre os que enfrentam barreiras educacionais:

  • Sem instrução: 64% não pagaram as contas.
  • Ensino Fundamental: 52% fecharam o mês no vermelho.

Além disso, a renda é um fator determinante: 66% do total de inadimplentes ganham até dois salários-mínimos, evidenciando o aperto financeiro nas classes mais baixas diante do custo de vida.

Geograficamente, a crise orçamentária castiga com mais força a região Norte, onde 54% das pessoas admitem o não pagamento de compromissos financeiros, superando os 45% que conseguiram ficar em dia.

A região Nordeste aparece logo em seguida em nível de dificuldade econômica, registrando um empate técnico rigoroso: 49% afirmam que não pagaram todas as contas, enquanto os mesmos 49% disseram estar adimplentes. O restante preferiu não responder.

Novo Desenrola Brasil divide opiniões

O PoderData também avaliou a percepção da população sobre a eficácia do programa Novo Desenrola Brasil entre os participantes que enfrentam problemas com dívidas. O saldo para a política pública de renegociação de débitos é majoritariamente positivo, mas aponta desconhecimento:

  • 42% afirmam que o programa ajudou (seja muito ou pouco) a reestruturar as finanças.
  • 33% apontam que a iniciativa governamental não ajudou em sua situação particular.
  • 19% declararam que sequer conhecem o programa, evidenciando uma lacuna na comunicação pública.
  • 6% preferiram não responder ao questionamento.

A pesquisa reforça o caráter estrutural do endividamento no país, mostrando que o acesso a ferramentas eficientes de renegociação e o fortalecimento da renda básica continuam sendo os maiores desafios para equilibrar as contas das famílias brasileiras.