Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Bandeira tarifária da conta de luz permanece amarela em julho
Brasil
Bandeira tarifária da conta de luz permanece amarela em julho
Brasil x Japão altera expediente no Rio: veja o que funciona ou não
Destaque
Brasil x Japão altera expediente no Rio: veja o que funciona ou não
Sobe para 1.450 o número de mortes por causa dos terremotos na Venezuela
Mundo
Sobe para 1.450 o número de mortes por causa dos terremotos na Venezuela
Gastos de turistas estrangeiros no Brasil batem R$ 25 bilhões e atingem recorde histórico
Brasil
Gastos de turistas estrangeiros no Brasil batem R$ 25 bilhões e atingem recorde histórico
Nova apostas vão dividir o prêmio da Quina de São João
Brasil
Nova apostas vão dividir o prêmio da Quina de São João
Seleção participa de treinamento neste domingo para o jogo contra o Japão
Seleção Brasileira
Seleção participa de treinamento neste domingo para o jogo contra o Japão
Justiça manda manter 50% da frota de ônibus durante greve dos rodoviários no Rio
Rio de Janeiro
Justiça manda manter 50% da frota de ônibus durante greve dos rodoviários no Rio
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Suposto hacker diz que usou senhas vazadas e antigas para disparar alerta de misantropia

Credenciais vazadas de servidores públicos teriam sido usadas para acessar o sistema responsável pelo envio das mensagens

Siga-nos no

reprodução

O caso dos alertas falsos que atingiram milhões de celulares em diversas regiões do Brasil ganhou um novo elemento neste fim de semana. Em entrevista ao portal TecMundo, o usuário que assumiu a autoria dos disparos afirmou ter utilizado credenciais vazadas de servidores públicos para acessar o sistema responsável pelo envio das mensagens.

As notificações, classificadas como “Alerta Extremo”, foram enviadas entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada de sábado (20) e continham expressões como “misantropia”, “misantropi4” e até referências a um suposto “ataque alienígena”. O episódio levou a Defesa Civil Nacional a retirar preventivamente sua plataforma do ar e acionou uma investigação da Polícia Federal.

Nas redes sociais, um usuário identificado como “Misantropo” publicou imagens e vídeos que supostamente mostrariam o acesso ao sistema utilizado para o disparo dos alertas.

Ao TecMundo, ele afirmou que utilizou credenciais antigas vinculadas à Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap), plataforma usada por órgãos de defesa civil para emitir avisos à população em situações de emergência.

Segundo o relato, o acesso teria ocorrido por meio de senhas que não eram atualizadas havia anos. “Usei credenciais vazadas antigas do IDAP. Nenhum dos funcionários que eu tentei acesso trocou a senha em anos”, afirmou durante a entrevista.

O que é o Idap

A Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap) é uma ferramenta utilizada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com suporte da Defesa Civil Nacional, para o envio de alertas relacionados a desastres naturais e outras situações de risco.

O sistema integra diferentes canais de comunicação, incluindo SMS, WhatsApp, Telegram, Google Public Alerts e o Defesa Civil Alerta, mecanismo que utiliza a tecnologia Cell Broadcast para exibir notificações diretamente na tela dos celulares.

Diferentemente das mensagens convencionais, os alertas de nível extremo podem emitir sinais sonoros de alta intensidade e interromper qualquer atividade em andamento no aparelho.

O suposto invasor afirmou que utilizou um método conhecido no setor de segurança digital como “credential stuffing”, prática que consiste em testar combinações de usuários e senhas obtidas em vazamentos anteriores.

Quando as credenciais continuam válidas e não existe autenticação em múltiplos fatores, os acessos podem ocorrer sem a necessidade de invasão direta aos sistemas. Especialistas em segurança consideram esse tipo de ataque uma das formas mais comuns de comprometimento de contas corporativas e governamentais.

Outro ponto citado pelo usuário foi a suposta fragilidade dos mecanismos de proteção da plataforma. Segundo ele, uma das barreiras de validação seria apenas uma operação matemática simples para confirmar que o acesso não estava sendo realizado por robôs automatizados.

A alegação, porém, ainda não foi confirmada oficialmente pelos órgãos responsáveis pela plataforma.

PF investiga o caso

A Polícia Federal investiga a origem dos disparos e busca identificar os responsáveis pelo envio dos alertas.

A Defesa Civil Nacional informou que o sistema foi temporariamente retirado do ar após a detecção da atividade irregular e que medidas de segurança foram adotadas para evitar novos incidentes.

Até o momento, não há confirmação oficial de que as credenciais utilizadas tenham sido obtidas por meio de vazamentos nem de que o usuário entrevistado seja efetivamente o responsável pelo ataque.

Apuração continua
As declarações do suposto hacker representam apenas uma das linhas de investigação analisadas pelas autoridades.

A PF, a Defesa Civil Nacional e equipes de segurança cibernética do governo federal seguem examinando registros de acesso, logs da plataforma e outros elementos técnicos para determinar como ocorreu o disparo indevido das mensagens que causaram preocupação em milhões de brasileiros.