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Colombiana que deu banana a capoeirista na Rocinha é indiciada e foge do Brasil

Caso repete padrão de racismo cometido por estrangeiros no Rio de Janeiro e acende alerta sobre punição eficaz

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Reprodução

A 11ª DP (Rocinha) indiciou oficialmente a turista colombiana que ofereceu uma banana a uma capoeirista na favela da Rocinha, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro. O lamentável episódio, que causou forte indignação, aconteceu no dia 26 de maio deste ano e foi flagrado em vídeo.

As imagens gravadas no local mostram o exato momento em que a mulher tenta colocar uma banana dentro da sacola usada pelos artistas para arrecadar contribuições do público após a apresentação da roda de capoeira. Diante da gravidade do ato, a Polícia Civil fluminense iniciou uma investigação imediata para identificar a autora.

No entanto, os investigadores descobriram que, logo no dia seguinte ao crime, 27 de maio, a mulher pegou um voo e saiu do Brasil com o claro objetivo de fugir da responsabilização criminal. Apesar da fuga, ela foi devidamente identificada pelas autoridades e responderá pelo crime de injúria racial.

Este episódio de preconceito aconteceu poucos meses após outro caso de grande repercussão envolvendo uma turista estrangeira na capital fluminense. No início do ano, a argentina Agostina Páez também foi indiciada por racismo após imitar um macaco e ofender verbalmente funcionários de um bar em Ipanema.

Na ocasião do caso de Ipanema, a Justiça brasileira agiu de forma mais severa no primeiro momento, determinando a apreensão do passaporte da turista argentina e a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica para evitar que ela deixasse o território nacional antes do fim das investigações.

Posteriormente, após fechar um acordo judicial, Agostina Páez foi autorizada pela Justiça a retirar as medidas cautelares e retornar à Argentina. A liberação aconteceu mediante o pagamento de uma indenização de cerca de R$ 97 mil, valor destinado a reparar os danos causados e encerrar o processo.

A reincidência de condutas racistas por parte de visitantes estrangeiros levanta um debate urgente sobre a eficácia das punições e a sensação de impunidade. O caso da Rocinha expõe a facilidade com que criminosos conseguem burlar as leis locais e evadir-se do país antes mesmo de prestar esclarecimentos.