Celebrado mundialmente neste domingo (28), o Dia do Orgulho LGBTQIA+ mobilizou a comunidade artística em torno de mensagens de resistência, representatividade e direitos civis. Nomes expressivos da cultura brasileira, como as cantoras Daniela Mercury, Ana Carolina e a atriz Bruna Linzmeyer, utilizaram suas plataformas digitais para ecoar a importância da data no combate ao preconceito.
A data resgata historicamente a revolta de Stonewall, ocorrida em 1969 em Nova York, marco fundamental para a consolidação do movimento contemporâneo pelos direitos civis da comunidade.
A cantora mineira Ana Carolina publicou uma sequência de fotografias empunhando a bandeira do arco-íris, o principal símbolo global do movimento. Em sua postagem, a artista enfatizou a universalidade dos afetos:
— Amor é amor. Não importa de quem venha, nem pra onde vai. Viva a liberdade de amar! — declarou.
A atriz Bruna Linzmeyer compartilhou um relato em formato de vídeo abordando o conceito de comunidade e a importância de redes de apoio coletivo. Ao citar trechos musicais e vivências pessoais, a artista destacou o impacto do pertencimento em sua trajetória:
— Tem uma música que diz: “meu corpo é sapatão antes de qualquer relação”. Neste mês do orgulho, tenho pensado nas minhas amizades LGBTs que se conectam com essa cultura de pertencer a um grupo, a um mesmo jeito de olhar o outro. As pessoas dizem que sou calma. Essa paz, curiosamente, eu não encontrei quando me entendi sapatão, mas quando encontrei outras sapatonas, outras gays — refletiu.
Pioneira na visibilidade lésbica no cenário da música popular brasileira, a cantora baiana Daniela Mercury aproveitou o alcance da data para pontuar as demandas políticas e de segurança pública que ainda cercam a população LGBTQIA+. Mercury alertou sobre a necessidade urgente de erradicação da discriminação estrutural:
— Seguimos buscando nossos direitos e lutamos para não sofrer violência. Infelizmente, a história da humanidade fez com que alguns grupos fossem tratados de maneira diferente, como se não fôssemos seres humanos normais. Mas somos — concluiu.










