A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu o inquérito que apurava a situação de uma arma de fogo ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e apreendida durante uma operação de fiscalização. Segundo o relatório final da investigação, não foram encontrados elementos que indiquem a prática de crime por parte do ex-chefe do Executivo.
De acordo com a corporação, a pistola possuía registro válido e não havia qualquer impedimento administrativo ou judicial que impedisse sua permanência na residência de Bolsonaro. Com isso, a Polícia Civil entendeu que não houve irregularidade que justificasse responsabilização criminal.
A conclusão consta no relatório elaborado pelo delegado responsável pelo caso, que afirmou não ter identificado indícios de posse ou uso ilegal de arma de fogo de uso restrito por parte do ex-presidente.
Durante as investigações, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, mas a arma não chegou a ser recolhida pelas autoridades e não recebeu restrições em seu registro. Esses fatores foram considerados pela polícia como elementos que reforçam a regularidade da posse.
Apesar de afastar qualquer responsabilização de Bolsonaro, o inquérito resultou no indiciamento do sargento Estácio Leite da Silva Filho pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
O caso será encaminhado ao Ministério Público, que irá analisar o conteúdo da investigação e decidir se apresenta denúncia à Justiça ou solicita novas diligências.










