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Moraes manda investigar conteúdo extraído dos celulares de Wassef, advogado de Bolsonaro

Decisão atende manifestação da PGR e determina apuração separada de dados encontrados nos aparelhos

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reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a abertura de uma nova investigação para apurar informações encontradas nos celulares do advogado Frederick Wassef, defensor do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada após a Polícia Federal identificar, durante a perícia dos aparelhos, conteúdos sem relação direta com o inquérito que investiga o suposto desvio de joias e presentes oficiais recebidos pelo governo Bolsonaro.

Segundo a PF, os chamados “eventos fortuitos” devem ser analisados em procedimento separado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com a abertura de uma investigação autônoma para avaliar possíveis crimes relacionados ao material.

Ao acolher o parecer da PGR, Moraes determinou que o conteúdo seja examinado em um novo procedimento, distinto da investigação das joias. Como o caso tramita sob sigilo, não foram divulgados detalhes sobre as informações encontradas nem sobre os possíveis crimes que poderão ser apurados.

Wassef é um dos investigados no inquérito sobre o suposto desvio de joias e presentes oficiais recebidos da Arábia Saudita durante o governo Bolsonaro. O ex-presidente também foi indiciado pela Polícia Federal, junto com outros investigados. A apuração busca esclarecer o destino dos bens públicos recebidos durante o mandato.