Após avanços no Rio Maracanã, a concessionária Águas do Rio expandiu a fiscalização contra o despejo irregular de esgoto para o Rio Trapicheiros, na Zona Norte carioca, dando continuidade ao projeto de despoluição da Bacia do Mangue.
De acordo com a concessionária, o objetivo é identificar e interromper lançamentos indevidos em redes de drenagem e corpos hídricos, visando a recuperação ambiental dos rios urbanos e a proteção da Baía de Guanabara. A fiscalização detectou um despejo irregular no Rio Trapicheiros, causado pela obstrução de um trecho da rede de esgoto.
Em apenas três semanas, foram removidas 46 toneladas de areia, reativando 280 metros da rede. Essa intervenção eliminou o despejo de aproximadamente 24 litros de esgoto por segundo no rio, o que representa o fim do lançamento de aproximadamente 2 milhões de litros de água contaminada por dia.
Com mais de 6km de extensão, o Rio Trapicheiros nasce no Maciço da Tijuca e percorre bairros como Tijuca, Maracanã e São Cristóvão, até desaguar no Rio Maracanã, que desemboca no Canal do Mangue e termina na Baía de Guanabara. Ao longo dos anos, o curso d’água passou a receber lançamentos irregulares de esgoto, reflexo da ocupação urbana e de ligações clandestinas às galerias de águas pluviais.
”A recuperação da Baía de Guanabara começa muito antes da orla, nos rios que cortam os bairros da Zona Norte. Nossa estratégia na Bacia do Mangue é atacar a raiz do problema: identificar onde o sistema está obstruído ou onde há conexões irregulares e agir. Cada litro de esgoto que interceptamos aqui no Trapicheiros é um litro a menos poluindo o Canal do Mangue e, consequentemente, a Baía. É um trabalho contínuo de monitoramento e proteção dos nossos corpos hídricos”, explica Renan Mendonça, diretor executivo da Águas do Rio.






