A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (29) que a bandeira tarifária seguirá amarela no mês de junho. Com a decisão, as contas de energia elétrica em todo o país continuam com a cobrança de uma taxa adicional. O valor do acréscimo será de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos ao longo do mês.
De acordo com o órgão regulador, o fator determinante para segurar a taxa extra no patamar amarelo é o início da estação seca nas principais bacias hidrográficas do Brasil. A redução no volume de chuvas diminui o nível de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas, que são a principal fonte de eletricidade do país. Para garantir o abastecimento e suprir a queda na produção, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) precisa acionar as usinas termelétricas — que operam com a queima de combustíveis fósseis e possuem custo de produção significativamente mais alto.
Criado para dar transparência aos custos reais da geração de energia, o sistema de bandeiras tarifárias funciona como um sinalizador para o consumidor adaptar seus hábitos de consumo:
- Bandeira Verde: Condições favoráveis de produção, sem taxa extra na conta.
- Bandeira Amarela: Sinal de alerta com escassez moderada de chuvas; taxa de R$ 1,885 por 100 kWh.
- Bandeira Vermelha (Patamar 1 e 2): Cenário crítico com alto acionamento de termelétricas e cobranças severas.
Ao manter a sinalização amarela, a Aneel reforça o apelo para que a população evite o desperdício de energia, reduzindo o uso prolongado de equipamentos de alto consumo, como chuveiros elétricos e aparelhos de ar-condicionado.










