Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Justiça condena Light por falta de energia em escola
Baixada Fluminense
Justiça condena Light por falta de energia em escola
Papa Leão XIV Inicia Visita à Espanha Focada em Migração e Juventude
Mundo
Papa Leão XIV Inicia Visita à Espanha Focada em Migração e Juventude
Rumo ao Mundial: Brasil Enfrenta o Egito nos Estados Unidos
Esportes
Rumo ao Mundial: Brasil Enfrenta o Egito nos Estados Unidos
Irã acusa EUA de discriminação em vistos a 10 dias da Copa
Esportes
Irã acusa EUA de discriminação em vistos a 10 dias da Copa
Fé e Tradição: Missa em Latim Clássico e Música Sacra Ocupam a Rua do Ouvidor
Rio de Janeiro
Fé e Tradição: Missa em Latim Clássico e Música Sacra Ocupam a Rua do Ouvidor
Rio Amanhece Gelado: Cidade Registra a Madrugada Mais Fria de 2026
Rio de Janeiro
Rio Amanhece Gelado: Cidade Registra a Madrugada Mais Fria de 2026
União Europeia exclui Brasil de lista de exportadores de carne por regras de antimicrobianos.
Destaque
União Europeia exclui Brasil de lista de exportadores de carne por regras de antimicrobianos.
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Brasil tem 34 mil crianças entre 10 e 14 anos vivendo em união conjugal, aponta IBGE

Levantamento mostra que 77% delas são meninas e que São Paulo lidera número de casos

Siga-nos no

Reprodução

O Censo 2022 do IBGE revelou que 34 mil crianças de 10 a 14 anos vivem em união conjugal no Brasil. Destas, quase oito em cada dez (77%) são meninas, distribuídas em 2,1 mil municípios. A cidade de São Paulo concentra o maior número de registros, com 1,3 mil casos, seguida por Rio de Janeiro, Manaus, Fortaleza e Salvador.

Em alguns municípios, todas as crianças nessa condição são meninas. É o caso de Sinop (MT), onde as 102 crianças em união conjugal são do sexo feminino. O mesmo ocorre em São Luís (MA), com 90 registros, e Bacabal (MA), com 73. A predominância feminina reforça a desigualdade de gênero e a vulnerabilidade social associada ao fenômeno.

O levantamento também revelou o perfil racial dessas crianças: 20.414 se declararam pardas, 10.009 brancas, 3.246 pretas, 483 indígenas e 51 amarelas. Segundo o IBGE, 87% vivem em uniões consensuais, sem registro civil ou religioso, o que indica uma forte presença de relações informais e precárias.

A legislação brasileira proíbe o casamento civil entre menores de 16 anos, salvo em situações excepcionais autorizadas pela Justiça. Ainda assim, os dados mostram que a prática persiste, especialmente em áreas com baixo acesso à educação e alta vulnerabilidade social.

O IBGE reforça que os números refletem apenas declarações dos moradores, sem comprovação documental. “A coleta é baseada unicamente na declaração do informante”, explicou Marcio Mitsuo Minamiguchi, da Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do instituto.