A Fundação Cesgranrio passou a ser alvo de atenção da Polícia Federal e do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos após denúncias relacionadas à realização do Concurso Nacional Unificado de 2024, conhecido como “Enem dos Concursos”.
A instituição também enfrenta questionamentos sobre a homologação para organizar o Encceja 2026. Segundo informações do Consultor Jurídico, pareceres técnicos do Inep apontaram dúvidas sobre a capacidade financeira e operacional da fundação para executar o exame em nível nacional.
Um dos principais pontos levantados envolve o valor apresentado pela Cesgranrio na proposta para o Encceja. O edital previa custo estimado em R$ 113 milhões, mas a fundação ofertou cerca de R$ 59 milhões — valor aproximadamente 52% menor do que o calculado inicialmente pelo governo.
Técnicos também questionaram os custos previstos para correção das provas, logística e operação do exame em todo o país. Havia recomendação para diligências adicionais antes da homologação do contrato.
Além disso, a situação financeira da fundação passou a ser analisada com mais rigor. Segundo documentos do processo, a Cesgranrio acumula cerca de R$ 65 milhões em dívidas no estado do Rio, incluindo valores protestados.
A instituição também responde a questionamentos judiciais e administrativos envolvendo concursos públicos realizados nos últimos anos, como o Concurso Nacional Unificado, além de seleções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
Entre os problemas apontados estão relatos de falhas de segurança, vazamento de provas, irregularidades em protocolos biométricos e ações judiciais movidas por candidatos que contestam critérios de correção e regras dos editais.
Órgãos de controle ainda acompanham denúncias de atrasos em pagamentos de aplicadores e colaboradores contratados para grandes exames nacionais.










