Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
TRE marca para sábado retotalização de votos no Rio
Política
TRE marca para sábado retotalização de votos no Rio
Moraes manda expedir mandado de prisão de Eduardo Bolsonaro e cancelar passaportes
Brasil
Moraes manda expedir mandado de prisão de Eduardo Bolsonaro e cancelar passaportes
Homem é preso suspeito de agredir companheira grávida na Ilha do Governador
Rio de Janeiro
Homem é preso suspeito de agredir companheira grávida na Ilha do Governador
Confronto na Linha Amarela deixa dois suspeitos baleados
Rio de Janeiro
Confronto na Linha Amarela deixa dois suspeitos baleados
Teresópolis amplia vacinação com Pneumo 20 para idosos a partir de 85 anos
Região Serrana
Teresópolis amplia vacinação com Pneumo 20 para idosos a partir de 85 anos
TSE reforça fiscalização da propaganda eleitoral no segundo turno
Brasil
TSE reforça fiscalização da propaganda eleitoral no segundo turno
VLT terá operação especial no feriado de Nossa Senhora Aparecida
Rio de Janeiro
VLT terá operação especial no feriado de Nossa Senhora Aparecida
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Cientistas encontram antidepressivo no cérebro de tubarões no litoral do Rio

Pesquisa da UFRJ identificou resíduos de sertralina em tubarões-martelo e acende alerta sobre a poluição por medicamentos nos oceanos

Siga-nos no

Biólogos do EcoShark no processo de identificação e estudo de tubarões no litoral Sul Fluminense. Foto: Arquivo pessoal

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificou a presença de sertralina, um dos antidepressivos mais utilizados no Brasil, no cérebro de tubarões-martelo capturados no litoral do estado do Rio de Janeiro.

A descoberta foi feita por cientistas do Projeto EcoShark, que monitora a saúde de tubarões na costa fluminense desde 2018. Segundo os pesquisadores, o medicamento foi encontrado em exemplares capturados acidentalmente por pescadores nas regiões do Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca e Copacabana.

De acordo com o estudo, a contaminação ocorre porque parte dos medicamentos consumidos pela população é eliminada pelo organismo e segue para os sistemas de esgoto. Como as estações de tratamento não conseguem remover completamente esses compostos, resíduos acabam chegando ao mar e sendo absorvidos por organismos marinhos.

Os pesquisadores alertam que ainda não é possível afirmar quais efeitos a substância pode causar no comportamento ou na saúde dos tubarões. No entanto, a presença do antidepressivo no tecido cerebral dos animais levanta preocupações sobre os impactos da poluição química nos ecossistemas marinhos.

A pesquisa também chama atenção para a necessidade de ampliar o monitoramento ambiental, modernizar o tratamento de esgoto e investir em estudos sobre os efeitos de medicamentos na fauna marinha.

Os tubarões-martelo analisados pertencem a espécies consideradas ameaçadas de extinção e desempenham papel fundamental no equilíbrio dos oceanos.