Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
L7nnon garante na Justiça direito ao nome artístico em ação movida por Yoko Ono
Entretenimento
L7nnon garante na Justiça direito ao nome artístico em ação movida por Yoko Ono
ViaRio deve anunciar nova tarifa do pedágio da Transolímpica após negociação com a Prefeitura
Rio de Janeiro
ViaRio deve anunciar nova tarifa do pedágio da Transolímpica após negociação com a Prefeitura
Frente fria avança no Sul e muda o tempo no fim de semana; veja a previsão no país
Geral
Frente fria avança no Sul e muda o tempo no fim de semana; veja a previsão no país
EUA já gastam mais de R$ 100 bilhões em mísseis em dois meses de guerra contra o Irã
Mundo
EUA já gastam mais de R$ 100 bilhões em mísseis em dois meses de guerra contra o Irã
Maracanã vai receber pela primeira vez jogo oficial da NFL com Cowboys x Ravens
Esportes
Maracanã vai receber pela primeira vez jogo oficial da NFL com Cowboys x Ravens
Seeduc abre inscrições para contratação de professores temporários no RJ
Estado
Seeduc abre inscrições para contratação de professores temporários no RJ
Paraná Pesquisas aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no Rio
Política
Paraná Pesquisas aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no Rio

Cláudio Castro se destaca em pesquisa Quaest e vira símbolo da direita na segurança pública

Com destaque crescente, governador fluminense vira símbolo da ofensiva conservadora contra o crime organizado

Siga-nos no

reprodução

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), ultrapassou as fronteiras políticas do estado e ganhou projeção nacional após a megaoperação que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, no fim de outubro. Antes visto como um político de alcance regional, Castro — em seu segundo mandato — consolidou-se como o principal nome entre os governadores de direita que integram o Consórcio da Paz, criado para coordenar ações conjuntas de combate ao crime organizado.

Segundo a pesquisa Genial/Quaest de novembro, Castro conseguiu “furar a bolha” e se tornou o governador mais bem avaliado entre os participantes do grupo conservador.

De acordo com o levantamento, 24% dos brasileiros apontam Castro como o governador que mais se destacou em ações de segurança pública. Ele é seguido por Tarcísio de Freitas (SP), com 13%, e Ronaldo Caiado (GO), com 11%. Já Romeu Zema (MG) tem 5%, Jorginho Mello (SC), 3%, e Celina Leão (DF) e Eduardo Riedel (MS) registram 2% cada. Outros 31% não souberam responder.

A operação nos complexos da Penha e do Alemão, considerada a mais letal da história do Rio, foi o ponto de virada na imagem pública do governador. A ação mobilizou centenas de agentes das polícias Civil e Militar e resultou em 121 mortes, incluindo quatro policiais. Apesar das críticas de entidades de direitos humanos e de setores progressistas, 67% dos brasileiros aprovaram a operação, segundo pesquisa anterior da mesma Quaest, e o mesmo percentual acredita que a polícia não exagerou no uso da força.

O saldo político dessa percepção impulsionou Castro, que passou a ser visto como símbolo da ofensiva conservadora contra o crime organizado. Analistas apontam que o tema da segurança pública ganhou centralidade no debate nacional e ajudou a projetar o governador como um dos principais nomes da direita no país.

O Consórcio da Paz, formado por governadores alinhados ao campo conservador, busca articular ações de segurança e estratégias de enfrentamento às facções criminosas. A pesquisa mostra, porém, que o grupo divide opiniões: 47% dos entrevistados veem motivações políticas na aliança, enquanto 46% acreditam que ela pode reduzir efetivamente os índices de criminalidade.

Com essa visibilidade, o Rio de Janeiro volta ao centro da pauta de segurança nacional. A ascensão de Castro, isolado na liderança, contrasta com o desempenho discreto de nomes como Caiado e Zema, reforçando seu papel de protagonista entre os governadores conservadores.

A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre os dias 7 e 10 de novembro, com 2.004 entrevistas presenciais em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.