A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal que não existem evidências de que ele tenha assistido a um vídeo gravado pelo filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, durante um evento conservador nos Estados Unidos.
A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes no contexto das medidas cautelares impostas ao ex-presidente. Segundo os advogados, não há qualquer dado concreto que comprove o acesso ou a reprodução do conteúdo por Bolsonaro.
A defesa também argumenta que as restrições determinadas pelo STF — como a proibição do uso de celular e de qualquer meio de comunicação, direta ou indireta — inviabilizam a hipótese de contato com o material citado.
O episódio teve origem em uma fala de Eduardo Bolsonaro durante a CPAC, realizada no último sábado, nos Estados Unidos. Na ocasião, o parlamentar afirmou que gravava imagens para mostrar ao pai.
Em resposta às suspeitas, Eduardo classificou o questionamento como “esdrúxulo” e acusou tentativa de criar uma narrativa contra o ex-presidente.
Por fim, a defesa reiterou que Jair Bolsonaro vem cumprindo todas as determinações judiciais e negou qualquer violação das medidas em vigor.






