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Desfile da Sapucaí pode virar patrimônio imaterial do Estado

Alerj aprova proposta em primeira discussão e texto segue para nova análise

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Reprodução

Os desfiles das escolas de samba da Marquês de Sapucaí avançaram mais um passo rumo ao reconhecimento como patrimônio imaterial do Estado do Rio. O projeto, de autoria do deputado Vinicius Cozzolino, foi aprovado pela Alerj em primeira discussão e volta ao plenário para decisão final. A iniciativa busca destacar o valor cultural e histórico do Carnaval.

Cozzolino afirma que as escolas de samba representam uma das manifestações mais relevantes do Brasil, combinando arte, identidade e diversidade. Desde 1984, com o Sambódromo projetado por Oscar Niemeyer, o desfile se consolidou como referência internacional. Para o parlamentar, o evento vai além da festa e simboliza resistência e ancestralidade.

O deputado também ressaltou o papel social das agremiações, que oferecem atividades de educação, cultura e cidadania ao longo do ano. Nas comunidades, funcionam como centros de formação e espaços de inclusão. O reconhecimento como patrimônio fortalece essa atuação e valoriza a memória coletiva do Carnaval.

Segundo Cozzolino, a Sapucaí é o palco onde a criatividade popular ganha o mundo. Ele destacou que a valorização do desfile significa reconhecer o trabalho de milhares de pessoas que constroem o espetáculo. As escolas de samba, afirma, são guardiãs da memória cultural e agentes de transformação social.

Além do impacto simbólico, o Carnaval movimenta a economia do Estado. A estimativa é de mais de R$ 4 bilhões gerados por ano, com milhares de empregos diretos e indiretos. Turismo, hotelaria, comércio e serviços são setores impulsionados pela festa, que segue como um dos principais motores econômicos do Rio.