Os preços das passagens das três grandes empresas aéreas brasileiras — Latam Airlines, Gol Linhas Aéreas e Azul Linhas Aéreas — subiram 31% desde o início de março, mostra levantamento do banco J. P. Morgan com base numa ferramenta própria de monitoramento de tarifas.
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A alta coincide com o início da guerra no Irã, que fez disparar o preço do petróleo no mercado internacional. Em comparação com o ano anterior, o aumento foi de 22%.
Especialistas já alertam que o aumento de preços das passagens no Brasil é inevitável, principalmente porque as empresas vendem passagens no médio e no longo prazos. A incerteza sobre o preço do querosene e a duração da crise no Irã é o impulsionador do reajuste dos bilhetes aéreos.
No relatório, os analistas destacam que, no mercado brasileiro, há uma lacuna de 45 dias entre a variação do preço da commodity no mercado internacional e o ajuste nos preços localmente. Em sua apresentação dos resultados de 2025, em 27 de março, a Azul destacou essa defasagem como um ponto positivo.
“Essa defasagem cria um impacto mais gradual em nossas despesas com combustível, permitindo-nos ajustar proativamente preços, capacidade, e ações de gestão de receita”, consta da apresentação da companhia.
Mas não só. A Azul acrescenta que as distribuidoras acrescentam mais 25 dias, em média, para que o pagamento do querosene de aviação seja efetivado, outra camada de proteção ao caixa das aéreas.






