A escola de samba Estácio de Sá, uma das mais tradicionais do Carnaval carioca e reconhecida como referência na formação do samba no Rio de Janeiro, passou a ser oficialmente declarada de utilidade pública no município. A sanção foi publicada nesta quinta-feira (7) no Diário Oficial pelo prefeito Eduardo Cavaliere.
A medida inclui o Grêmio Recreativo Escola de Samba Estácio de Sá na Consolidação Municipal de Utilidades Públicas, prevista na Lei nº 5.242/2011. A proposta foi apresentada pelo vereador Vitor Hugo e aprovada pela Câmara Municipal antes de seguir para sanção do Executivo.
O reconhecimento reforça a relevância histórica e cultural da agremiação, profundamente ligada às origens das escolas de samba no Rio. Fundada em 1955 como Unidos de São Carlos, a escola surgiu da união de agremiações do Morro de São Carlos, no bairro do Estácio, adotando o nome atual em 1983, em referência à comunidade onde está inserida.
A trajetória da Estácio de Sá se conecta diretamente ao surgimento do samba moderno. A escola se considera herdeira da histórica Deixa Falar, criada em 1928 por nomes como Ismael Silva, Bide e Baiaco. Parte da historiografia do samba aponta a Deixa Falar como a primeira escola de samba do país.
Em razão dessa ligação, a Estácio adotou as cores vermelho e branco e o símbolo do leão, em homenagem à antiga agremiação. Em 2010, passou a reconhecer oficialmente a data de fundação da Deixa Falar, em 12 de agosto de 1927, após reconhecimento relacionado ao IPHAN. Atualmente, utiliza o slogan “A primeira escola de samba do Brasil, o berço do samba”.
Ao longo de sua história, a escola acumulou conquistas no Carnaval do Rio. O ponto alto foi o título do Grupo Especial em 1992, com o enredo “Paulicéia Desvairada – 70 anos de Modernismo”, um dos desfiles mais marcantes da Sapucaí. A Estácio também é uma das maiores campeãs da segunda divisão do carnaval carioca, com oito títulos.










