Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Show de Shakira impulsiona movimento na Rodoviária do Rio no feriadão de maio
Rio de Janeiro
Show de Shakira impulsiona movimento na Rodoviária do Rio no feriadão de maio
Governo do RJ propõe limite para cargos comissionados após série de exonerações
Estado
Governo do RJ propõe limite para cargos comissionados após série de exonerações
União do Parque Acari anuncia novos carnavalescos para o desfile de 2027
Carnaval
União do Parque Acari anuncia novos carnavalescos para o desfile de 2027
Turista se fere após salto imprudente na Pedra do Telégrafo e é resgatado por helicóptero
Rio de Janeiro
Turista se fere após salto imprudente na Pedra do Telégrafo e é resgatado por helicóptero
Quintino terá esquema especial de trânsito para festa de São Jorge
Rio de Janeiro
Quintino terá esquema especial de trânsito para festa de São Jorge
Moraes esclarece que regras do Coaf não têm efeito retroativo
Brasil
Moraes esclarece que regras do Coaf não têm efeito retroativo
Parque Bondinho Pão de Açúcar recebe festival gastronômico internacional no feriadão
Rio de Janeiro
Parque Bondinho Pão de Açúcar recebe festival gastronômico internacional no feriadão

Estado do Rio registra quase mil casos de estupro em dois meses

Defensoria Pública aponta que é urgente difundir mecanismos de proteção já existentes.

Siga-nos no

reprodução

O avanço dos casos de violência sexual no estado do Rio de Janeiro acende um alerta entre autoridades e especialistas. Dados do Instituto de Segurança Pública apontam que, apenas nos dois primeiros meses de 2026, foram registrados 964 estupros — uma média de 16 vítimas por dia. O cenário preocupa ainda mais diante de episódios recentes, como o de uma adolescente de 17 anos atacada dentro de um bar em Botafogo, na Zona Sul da capital.

O crime ocorreu na hora do almoço de segunda-feira e reforça a percepção de que a violência contra a mulher pode acontecer em qualquer ambiente, inclusive em locais movimentados e considerados seguros. A jovem relatou que o suspeito, de 18 anos, com quem mantinha um encontro, a seguiu até o banheiro, forçou a entrada na cabine, trancou a porta e a enforcou antes de cometer o abuso. A vítima procurou a polícia no mesmo dia, acompanhada da mãe. O acusado, João Pedro Hassan de Gusmão, foi preso preventivamente no dia seguinte.

Violência em espaços públicos

Casos como esse evidenciam a necessidade de ampliar a conscientização e o preparo de estabelecimentos e da sociedade para lidar com situações de risco. Para a coordenadora da Patrulha Maria da Penha, major Bianca Ferreira, ainda há falhas na capacidade de resposta.

“Esses casos mostram que a violência contra a mulher pode acontecer em qualquer espaço, público ou privado. Nem os estabelecimentos, nem a sociedade estão preparados para lidar com isso. É preciso capacitar e conscientizar as pessoas para reconhecer uma situação de violência e saber como abordar, oferecer ajuda, atender essa mulher e acionar a polícia”, afirmou a major ao Globo.

A avaliação encontra eco em órgãos como a Defensoria Pública, que também apontam a urgência de difundir mecanismos de proteção já existentes.

Protocolos ainda pouco visíveis

Desde o ano passado, o estado conta com regulamentação da lei federal 14.786/23, que estabelece medidas preventivas contra constrangimento e violência. A norma instituiu o protocolo “Não é Não! Respeite a decisão”, obrigatório em bares, restaurantes, casas noturnas e eventos com grande circulação de pessoas.

Entre as diretrizes estão a obrigatoriedade de avisos visíveis ao público, monitoramento de áreas isoladas, treinamento de funcionários e oferta de suporte imediato a mulheres em situação de vulnerabilidade.