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Força-tarefa com 5,3 mil garis recolhe 600 toneladas de lixo em Copacabana após Réveillon

Comlurb prevê volume recorde de resíduos na praia que concentrou a maior festa de virada do mundo

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Reprodução

Cerca de 5,3 mil garis foram mobilizados para a operação de limpeza nas regiões dos 13 palcos que receberam os shows da virada de ano no Rio de Janeiro. O trabalho começou ainda durante a madrugada e se estendeu pelas primeiras horas de 1º de janeiro, com foco principal nas áreas de maior concentração de público.

Somente em Copacabana, cerca de 2 mil profissionais atuaram na remoção de resíduos das areias da praia e das vias de acesso ao bairro, em uma das maiores operações de limpeza já realizadas após o réveillon na cidade.

Expectativa de lixo supera a do ano passado

Segundo o presidente da Comlurb, Jorge Arraes, a quantidade de resíduos recolhidos deve ultrapassar com folga os números registrados na virada anterior. A estimativa é de que mais de 600 toneladas de lixo sejam retiradas apenas em Copacabana, contra 490 toneladas em 2025.

De acordo com a Comlurb, o aumento está diretamente relacionado ao crescimento do público e à ampliação da estrutura do evento, que ocupou diversos pontos da cidade.

Mais de 5 milhões de pessoas na virada

A comemoração da chegada de 2026 reuniu mais de 5,1 milhões de pessoas, entre moradores e turistas, espalhadas pelos 13 palcos montados em diferentes regiões do Rio, segundo dados divulgados pela Riotur. O número reforça a posição da cidade como principal destino de réveillon do mundo.

Na Praia de Copacabana, cerca de 2,6 milhões de pessoas acompanharam a virada, embaladas por shows e pela tradicional queima de fogos, que iluminou o céu da Zona Sul por aproximadamente 12 minutos.

Fogos recordes e espetáculo visual

O espetáculo pirotécnico deste ano foi assinado pelo cenógrafo francês Christophe Berthonneau, conhecido por comandar shows de fogos em eventos internacionais como Copas do Mundo e Jogos Olímpicos.

A edição de 2026 contou com um recorde de 19 balsas posicionadas ao longo da orla, o maior número já utilizado em Copacabana. Em anos anteriores, o máximo havia sido de dez embarcações, o que ampliou o alcance visual e a intensidade do espetáculo.

Além dos fogos, o público acompanhou um show inédito de drones. Durante a apresentação, 1.200 aeronaves formaram imagens simbólicas do Rio de Janeiro no céu, em homenagem à cidade. Um dos momentos mais celebrados foi a formação de uma escultura de rosto humano, que arrancou aplausos e registros em celulares ao longo da orla.

Shows e reconhecimento internacional

No Palco Rio, montado em frente ao Hotel Copacabana Palace, se apresentaram artistas como Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Belo, Alcione, João Gomes, Iza, Alok e a bateria da Beija-Flor de Nilópolis, reunindo diferentes gerações e estilos musicais.

Na terça-feira (30), às vésperas da festa, o Rio de Janeiro recebeu do Guinness World Records o título de maior réveillon do mundo. A certificação levou em conta o público presente e a dimensão da estrutura montada para o evento, que envolveu palcos, balsas, segurança, transporte e limpeza urbana.

Com o amanhecer do novo ano, a cidade voltou gradualmente à rotina, enquanto as equipes de limpeza seguiam trabalhando para devolver a orla e os espaços públicos aos cariocas e turistas, encerrando mais uma edição histórica da festa de réveillon.