O Governo do Estado do Rio de Janeiro publicou, nesta segunda-feira (31), um edital para selecionar uma Organização Social (OS) que ficará responsável pela gestão, pelo fomento e pela execução das atividades culturais do Museu da Imagem e do Som (MIS).
A medida foi assinada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, e publicada no Diário Oficial. A proposta prevê a gestão integrada das unidades do museu em Copacabana e na Lapa, além da plataforma MIS Digital.
A sessão pública para abertura do processo de seleção está marcada para 1º de outubro de 2026, às 11h.
O edital foi elaborado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa em parceria com a Secretaria de Estado da Casa Civil. Segundo o governo, estudos técnicos apontaram a parceria com uma Organização Social como o modelo considerado mais adequado para garantir o funcionamento contínuo do equipamento cultural.
Com o novo modelo de gestão, a intenção é ampliar a operação do museu e estabelecer uma programação cultural permanente.
A unidade de Copacabana teve uma abertura parcial ao público em abril e já recebeu exposições itinerantes e atividades pontuais, como sessões de cinema.
A expectativa do governo é que a nova gestão permita manter uma agenda contínua de eventos e ampliar ações de preservação, conservação e difusão do acervo, além da manutenção dos espaços e do acesso da população às atividades culturais.
A administração conjunta das unidades físicas e da plataforma digital também deverá centralizar o planejamento e racionalizar custos, evitando a duplicação de estruturas e despesas.
Os repasses de recursos serão avaliados periodicamente, de acordo com o cumprimento das metas estabelecidas e as necessidades dos equipamentos.
O que ficará sob responsabilidade da OS?
A Organização Social que for selecionada ficará responsável pela operação cotidiana do MIS. Entre as atribuições previstas estão serviços de:
- segurança;
- limpeza e manutenção;
- atendimento e orientação ao público;
- execução da programação cultural;
- realização das demais atividades previstas no contrato de gestão.
A parceria não representa a transferência da propriedade dos equipamentos nem do acervo do museu.
O Estado continuará responsável pela definição das políticas públicas culturais, pela proteção do patrimônio, fiscalização do contrato e avaliação dos resultados obtidos pela organização.
Também caberá ao governo acompanhar a aplicação dos recursos por meio de mecanismos de monitoramento, estabelecimento de metas e prestação de contas.
A liberação dos repasses ficará vinculada à execução das atividades e ao cumprimento das obrigações previstas no contrato de gestão.
O edital, seus anexos e as informações sobre o processo de seleção estão disponíveis nos canais oficiais do Governo do Estado e da Secretaria de Estado da Casa Civil.








