A greve dos servidores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que já completa três meses, dominou grande parte dos debates políticos no plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quarta-feira (24). Durante a sessão, parlamentares de diferentes partidos e correntes ideológicas defenderam a busca por uma solução rápida para o impasse institucional e destacaram a importância de uma indicação legislativa construída para reunir as principais reivindicações da categoria.
A proposta em questão foi encaminhada oficialmente ao governador em exercício do estado, o desembargador Ricardo Couto, por iniciativa do deputado Carlos Minc (PSB), e já conta com o apoio e a coautoria de 40 parlamentares da casa. O texto final da indicação deverá ser votado na sessão plenária desta quinta-feira (25) e tem como objetivo central reforçar de maneira contundente o apelo político da Assembleia Legislativa para que o Poder Executivo adote medidas práticas voltadas aos servidores da universidade.
Essa intensa movimentação nos bastidores do Palácio Tiradentes ocorre em meio a uma crescente preocupação com os prazos rígidos previstos na legislação eleitoral vigente. A partir do dia 30 de junho, ficam legalmente limitadas a criação de novas despesas públicas e a aprovação de quaisquer medidas governamentais que gerem impacto financeiro imediato, o que tem levado os deputados fluminenses e os representantes sindicais da categoria a defenderem com urgência uma solução pactuada para o longo impasse.
Entre as reivindicações históricas dos servidores que paralisaram as atividades estão o pagamento integral das recomposições salariais que já são previstas em lei e a retomada imediata dos auxílios Saúde e Educação para os trabalhadores ativos. Além disso, a pauta exige explicitamente a extensão desses mesmos benefícios aos servidores aposentados, a ampla reformulação da carreira dos técnicos administrativos e a justa retomada do pagamento regular dos triênios devidos à categoria.










