No primeiro dia útil da greve dos funcionários do Detran do Rio de Janeiro, instrutores de autoescolas e alunos enfrentaram longas horas de espera pelos examinadores responsáveis pelas provas práticas, que acabaram sendo canceladas. A autarquia estadual não informou previamente o início da paralisação.
Nesta segunda-feira (06), a BandNews FM conversou com duas alunas que se deslocaram até Sepetiba, na Zona Oeste, para realizar o exame, mas não conseguiram concluir a etapa devido ao cancelamento.
A greve havia sido anunciada na semana passada pelo sindicato da categoria, que comunicou a decisão ao presidente do órgão, Rodrigo Dias Coelho, após assembleia geral. Apesar disso, o Detran informou anteriormente que os serviços seriam mantidos normalmente.
O movimento começou na quinta-feira (02), mas, por conta do ponto facultativo, do feriado de sexta-feira (03) e do fim de semana, os impactos só foram sentidos nesta segunda (06). Servidores se concentraram na sede do órgão, no Centro do Rio, e realizaram uma manifestação na Avenida Presidente Vargas.
De acordo com o sindicato, a paralisação ocorre devido ao descumprimento de decisões judiciais relacionadas ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários, além do não pagamento retroativo do reajuste no auxílio-alimentação e da falta de melhorias nas condições de trabalho.
Ao longo da última semana, diversas reclamações sobre o atendimento do Detran começaram a repercurtir. O órgão atribuiu os problemas a instabilidades no sistema, que voltaram a ser relatadas nesta segunda-feira, especialmente nos serviços digitais.
Em ofício encaminhado à Diretoria Jurídica, o presidente do Detran informou que os valores retroativos estão em negociação com a Secretaria de Estado da Casa Civil. Sobre as condições de trabalho, a autarquia afirmou que está em andamento um processo de contratação para aquisição de mobiliário.
Procurado novamente nesta segunda-feira (06), o Detran ainda não se posicionou oficialmente sobre a greve nem sobre as falhas no sistema.






