Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Uber lança no Rio opção de viagens com motoristas mulheres
Rio de Janeiro
Uber lança no Rio opção de viagens com motoristas mulheres
TSE retoma nesta terça julgamento de Cláudio Castro
Política
TSE retoma nesta terça julgamento de Cláudio Castro
Receita divulga regras do Imposto de Renda 2026 na próxima semana
Brasil
Receita divulga regras do Imposto de Renda 2026 na próxima semana
Menor do estupro coletivo usa camisa com a frase ‘não se arrependa de nada’ e gera revolta nas redes sociais
Rio de Janeiro
Menor do estupro coletivo usa camisa com a frase ‘não se arrependa de nada’ e gera revolta nas redes sociais
Metro quadrado no Porto Maravilha teve valorização superior a 60% em cinco anos
Rio de Janeiro
Metro quadrado no Porto Maravilha teve valorização superior a 60% em cinco anos
Mutirão Dívida Zero RJ acontece entre 9 e 13 de março em 20 pontos do estado
Estado
Mutirão Dívida Zero RJ acontece entre 9 e 13 de março em 20 pontos do estado
Dado Dolabella deixa MDB poucos dias após filiação no Rio
Política
Dado Dolabella deixa MDB poucos dias após filiação no Rio

Herança da polarização: 43% dos brasileiros ainda desconfiam das urnas eletrônicas

Narrativa perde fôlego, mas ceticismo permanece enraizado em quase metade do eleitorado.

Siga-nos no

Foto: Divulgação/TSE

Mesmo com o arrefecimento das campanhas ostensivas contra o sistema eletrônico de votação, a sombra da desconfiança ainda paira sobre as seções eleitorais do país. Um levantamento recente do instituto Genial/Quaest, realizado entre os dias 5 e 9 de fevereiro, revela um Brasil dividido: 43% dos eleitores afirmam não confiar nas urnas eletrônicas.

Os dados, antecipados pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, mostram que a maioria da população (53%) ainda defende a confiabilidade do sistema. Entretanto, a margem de ceticismo — que se aproxima da metade dos votantes — acende um alerta sobre as marcas duradouras deixadas pelo discurso político dos últimos anos.

O “efeito residual” das narrativas

A pesquisa, que ouviu 2.004 eleitores em 120 municípios, sugere que o questionamento institucional às urnas deixou de ser uma pauta diária nas redes sociais para se tornar uma convicção silenciosa e resiliente. Para analistas, esse “efeito residual” é reflexo direto da intensificação das críticas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o último ciclo presidencial.

“O resultado indica que o discurso crítico, intensificado sobretudo no período eleitoral anterior, não se dissipou com o fim do pleito. Ele se cristalizou em uma parcela expressiva da opinião pública”, aponta o relatório da Quaest.

Divisão profunda

A disparidade de opiniões reflete a polarização que fragmentou o país. Enquanto órgãos internacionais e observadores independentes atestam a segurança do sistema brasileiro, a percepção de uma fatia relevante do eleitorado caminha em direção oposta, indicando que o tema continua sendo um “ponto cego” de sensibilidade política, mesmo em períodos de relativa calma institucional.

A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, o que confirma a robustez estatística de um país que, embora utilize a tecnologia há quase três décadas, ainda debate sua legitimidade básica.