O Instituto Nacional de Câncer anunciou o início de um estudo inédito para avaliar a viabilidade de implementar um programa de rastreamento do câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde. A iniciativa, realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio e com apoio da AstraZeneca, busca produzir evidências científicas para orientar uma futura diretriz nacional.
A pesquisa terá duração de dois anos e contará inicialmente com cerca de 400 participantes, podendo ser ampliada. O foco será em pessoas de alto risco, especialmente fumantes e ex-fumantes, já que cerca de 85% dos casos da doença estão ligados ao tabagismo.
O estudo utilizará a tomografia computadorizada de baixa dose, método que pode reduzir em até 20% a mortalidade por câncer de pulmão — índice que pode chegar a 38% quando associado à cessação do tabagismo. Além disso, a estratégia pode aumentar significativamente o diagnóstico precoce, reduzindo os casos detectados em estágios avançados.
Pacientes com diagnóstico confirmado serão encaminhados para tratamento no Hospital do Câncer I, unidade de referência do Inca no Rio de Janeiro.
Atualmente, o câncer de pulmão é o que mais mata no Brasil, em grande parte devido ao diagnóstico tardio. A expectativa é que o estudo ajude a estruturar políticas públicas mais eficazes para enfrentar a doença no país.






