O Irã acusou os Estados Unidos de incitação a crimes de guerra durante reunião na Organização das Nações Unidas (ONU). O embaixador iraniano, Amir-Saeid Iravani, afirmou que declarações do presidente Donald Trump representam uma ameaça grave e podem configurar até genocídio.
Segundo Iravani, Teerã adotará “medidas recíprocas imediatas e proporcionais” caso os ataques prometidos por Washington sejam executados.
A tensão aumentou após Trump publicar nas redes sociais ameaças diretas ao país, incluindo a possibilidade de destruir pontes, usinas de energia e outras infraestruturas, além de afirmar que poderia “apagar o Irã do mapa”.
O ultimato norte-americano previa um prazo até a noite desta terça-feira para um acordo envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
No Conselho de Segurança da ONU, uma proposta para coordenar a reabertura do estreito foi rejeitada após vetos de China e Rússia.
Enquanto isso, ataques americanos atingiram a Ilha de Kharg, importante polo petrolífero iraniano, ampliando o risco de agravamento do conflito.
No país, civis passaram a formar correntes humanas ao redor de instalações estratégicas, como usinas e pontes, em tentativa de proteger possíveis alvos.
A escalada também repercute nos Estados Unidos, onde integrantes da oposição levantam preocupações sobre o rumo do conflito e o risco de uso de armas de grande poder destrutivo.






