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Jorge Messi, pai e empresário de Lionel Messi, morre aos 68 anos na Argentina

Ele estava internado em um hospital de Rosario e enfrentava problemas de saúde

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Jorge Messi, pai e empresário de Lionel Messi, morreu aos 68 anos na noite desta sexta-feira (7), em Rosario, na Argentina. Ele estava internado em um hospital da cidade e enfrentava problemas de saúde há algum tempo.

A situação de saúde de Jorge já havia sido divulgada pela família durante a Copa do Mundo. Em um comunicado publicado em 16 de julho, os familiares informaram que ele apresentava “uma recuperação constante, apesar da complexidade de seu quadro clínico atual”.

Discreto e reservado, Jorge Messi teve papel fundamental na trajetória do filho desde os primeiros passos no futebol. Ao lado de Lionel, acompanhou de perto decisões importantes da carreira do jogador e também ficou responsável pela administração de questões financeiras e burocráticas relacionadas à vida profissional do astro.

Segundo o jornalista Guillem Balagué, autor de uma biografia sobre Lionel Messi, pai e filho têm personalidades semelhantes. “Ambos são discretos, igualmente reservados. Feitos do mesmo molde para tantas coisas”, descreveu o jornalista.

Antes de Lionel Messi alcançar o sucesso no futebol, Jorge trabalhava como chefe de seção em uma fábrica siderúrgica. A vida da família mudou completamente com a ascensão do filho no esporte.

Jorge passou a atuar como empresário de Lionel e assumiu a responsabilidade de administrar boa parte da carreira do jogador. O pai também buscou proteger o filho da exposição e das questões burocráticas que envolviam sua trajetória profissional.

Em entrevistas, Jorge chegou a comentar sobre os desafios de administrar a carreira de um dos jogadores mais famosos do mundo.

“Quem está preparado para tudo isso? Talvez ninguém. Tentei ver como outros jogadores de futebol administram as coisas. Não é tão difícil assim”, afirmou, segundo o jornal El Mundo.

Jorge Messi também ficou marcado por um dos episódios mais curiosos da história de Lionel no futebol.

Em 2000, quando Messi ainda era adolescente, o pai pressionava o Barcelona para definir a contratação do filho. Diante da demora do clube, Jorge chegou a ameaçar levar Lionel de volta para a Argentina.

O então diretor esportivo do Barcelona, Carles Rexach, decidiu garantir a contratação. Em um encontro que reuniu Jorge Messi, Lionel e o empresário Horacio Gaggioli, Rexach registrou em um guardanapo o compromisso de contratar o jovem argentino.

O documento improvisado serviu como garantia de que o Barcelona seguiria com a negociação. A partir dali, Messi iniciou uma trajetória histórica no clube espanhol, onde se tornou um dos maiores jogadores da história do futebol.

Ao longo da carreira do filho, Jorge permaneceu como uma das principais figuras de confiança de Lionel, embora sempre tenha mantido uma postura discreta diante dos holofotes.