A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga uma nova linha de apuração sobre o assassinato de Rafanny Cruz Diniz, de 21 anos. A principal suspeita é de que criminosos estejam aproveitando a redução obrigatória de velocidade perto de radares para realizar emboscadas na região. A jovem foi morta na última terça-feira (29) durante uma tentativa de assalto na Avenida Coronel Sisson, na altura do Campo do Cutia, no bairro Vila Angélica.
Segundo o depoimento do namorado da vítima, o casal voltava de um dia na praia, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ao se aproximar do trecho em Duque de Caxias, ele precisou desacelerar o automóvel por conta da sinalização de fiscalização eletrônica. Nesse momento de baixa velocidade, dois homens em uma motocicleta emparelharam e fecharam o veículo, anunciando o assalto. Assustado com a abordagem repentina, o motorista freou bruscamente. Foi quando o criminoso que viajava na garupa disparou contra o carro.
O tiro atravessou o vidro traseiro e atingiu a cabeça de Rafanny. A jovem caiu ferida sobre o namorado, que imediatamente acelerou para fugir e prestar socorro. Ela foi levada para o Hospital Municipal de Imbariê, mas não resistiu à gravidade do ferimento e morreu logo após dar entrada na unidade de saúde. Os assaltantes fugiram do local em alta velocidade sem roubar nenhum pertence das vítimas.
Sob forte comoção de familiares e amigos, o corpo de Rafanny foi sepultado na tarde de quarta-feira (30) no Cemitério Nossa Senhora de Fátima. Descrita por parentes como uma jovem alegre e apaixonada pelo mar, sua morte gerou protestos na Baixada Fluminense contra a falta de segurança pública em vias expressas. Agentes da DHBF seguem realizando buscas na região, analisando circuitos de segurança locais e coletando depoimentos para identificar os ocupantes da motocicleta. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.








