A Justiça da Itália autorizou, nesta quinta-feira (16/04), um novo pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli. Desta vez, a decisão se refere à condenação por porte ilegal de arma de fogo.
A informação foi confirmada pelo embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza. Ainda cabe recurso contra a decisão.
O caso está relacionado a um episódio ocorrido na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu um homem armada pelas ruas do bairro Jardins, em São Paulo, após uma discussão política. Pelo episódio, ela foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.
Essa é a segunda autorização de extradição concedida pela Justiça italiana. Em março, o país europeu já havia aceitado um pedido relacionado a outro processo, que trata da invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça. Nesse caso, a defesa da ex-deputada apresentou recurso, que ainda aguarda análise.
As investigações apontam que Zambelli teria atuado ao lado do hacker Walter Delgatti Neto para inserir documentos falsos no sistema do CNJ, incluindo um suposto mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Com cidadania italiana, Zambelli deixou o Brasil em maio de 2025 e é considerada foragida pela Justiça brasileira. O pedido de extradição foi formalizado pelo STF.
A ex-deputada está presa em Roma desde 29 de julho de 2025, após decisão das autoridades italianas que apontaram risco de fuga.
Nos dois processos, após a análise de todos os recursos, a decisão final sobre a extradição caberá ao governo italiano, por meio do Ministério da Justiça do país, conforme prevê o tratado bilateral firmado entre Brasil e Itália.






