A Justiça de Goiás condenou o Hospital São Sebastião de Inhumas a pagar R$ 1 milhão em indenização às famílias de dois meninos trocados após o nascimento, em 2021. Após a decisão, um dos pais afirmou que o valor não é capaz de compensar o impacto causado pelo erro, descoberto apenas três anos depois.
“Nenhum dinheiro vai cobrir o que a gente está passando. Só a gente sabe o sofrimento e a dificuldade na adaptação das crianças”, disse o pai de uma das crinaças em entrevista ao g1. O processo corre em segredo de Justiça e, por isso, ele não teve a identidade revelada.
Os meninos, hoje com 4 anos, vivem em regime de guarda compartilhada entre as duas famílias. Segundo o pai, a adaptação emocional ainda é difícil, já que as crianças criaram vínculos afetivos com os pais que as criaram desde o nascimento.
A troca aconteceu no Hospital da Mulher de Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia. Os bebês nasceram com apenas 14 minutos de diferença, em outubro de 2021. A descoberta ocorreu em 2024, após um dos pais desconfiar da paternidade e realizar um exame de DNA.
A investigação da Polícia Civil concluiu que os bebês foram identificados corretamente no hospital, mas acabaram entregues às famílias erradas por uma técnica de enfermagem. O caso foi arquivado por não haver indícios de crime.
Na decisão, a juíza Diéssica Taís Silva classificou o caso como uma “gravíssima violação” aos direitos das crianças e das famílias. Segundo a magistrada, o erro provocou consequências emocionais profundas e alterou completamente a trajetória de vida dos envolvidos.
O hospital informou, em nota, que o departamento jurídico analisa a decisão e avalia a possibilidade de recorrer. A unidade também afirmou que o episódio foi um caso isolado em mais de 60 anos de funcionamento e que os protocolos de segurança foram revisados após o ocorrido.










