Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Casos de doenças respiratórias aumentam no Estado do Rio de Janeiro
Saúde
Casos de doenças respiratórias aumentam no Estado do Rio de Janeiro
Terremoto no estado de Guerrero gera alerta a poucos dias da Copa do Mundo
Mundo
Terremoto no estado de Guerrero gera alerta a poucos dias da Copa do Mundo
Governo prorroga inscrições do Enem 2026; prazo vai até 12 de junho
Destaque
Governo prorroga inscrições do Enem 2026; prazo vai até 12 de junho
Humorista Ed Gama é assaltado na Zona Sul do Rio e faz alerta nas redes
Rio de Janeiro
Humorista Ed Gama é assaltado na Zona Sul do Rio e faz alerta nas redes
Águas do Rio realiza manutenção programada no Rio Comprido neste domingo
Rio de Janeiro
Águas do Rio realiza manutenção programada no Rio Comprido neste domingo
Brasil envelhece rápido e pode enfrentar crise no cuidado aos idosos, alerta estudo
Brasil
Brasil envelhece rápido e pode enfrentar crise no cuidado aos idosos, alerta estudo
Vaticano confirma encontro do Papa Leão XIV com vítimas de abusos na Espanha
Mundo
Vaticano confirma encontro do Papa Leão XIV com vítimas de abusos na Espanha
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Maioria dos eleitores do RJ defende eleição direta para resolver crise no governo, diz pesquisa

Levantamento da Vetor Arrow indica que quase 60% da população prefere o voto popular a uma escolha feita pela Alerj

Siga-nos no

Foto: Divulgação/TSE

O eleitorado fluminense enviou um recado claro sobre o futuro político do estado: a legitimidade para o comando do Palácio Guanabara deve vir das urnas, e não de articulações parlamentares. Segundo levantamento da Vetor Arrow Pesquisa, realizado para a Agenda do Poder, 59,54% dos entrevistados defendem a realização de uma nova eleição direta para definir o próximo governador do Rio de Janeiro.

O desejo pelo voto popular supera com folga a alternativa de uma eleição indireta, realizada pela Assembleia Legislativa (Alerj), que conta com o apoio de apenas 25,33% dos eleitores. Outros 15,13% não souberam opinar. Os números sugerem uma forte rejeição a soluções “costuradas” nos bastidores do poder, evidenciando que a população busca participação direta na resolução da crise sucessória.

Percepção de crise grave

A instabilidade política não é vista como um problema menor. Para a maioria dos fluminenses (60,94%), o estado vive uma “crise grave” devido à ausência de um governador eleito. Outros 19,20% classificam o cenário como preocupante, porém controlável, enquanto 19,86% afirmam que a situação não impacta o seu cotidiano.

Essa sensação de gravidade é uniforme em todo o território. Tanto na capital quanto no interior, o desgaste político é sentido de forma semelhante, mostrando que a crise rompeu as bolhas da Região Metropolitana e atingiu todas as regiões do estado.

Desconfiança no Judiciário

Ao apontar culpados pelo impasse, o eleitorado fluminense direcionou suas críticas principalmente ao Poder Judiciário. De acordo com a pesquisa, 44,19% dos entrevistados apontam o Supremo Tribunal Federal (STF) como o principal responsável pela incerteza política no Rio.

O índice de culpabilização da Corte supera a responsabilidade atribuída à classe política: 33,21% culpam partidos de direita e 22,60% apontam partidos de esquerda como os pivôs da instabilidade.

Pressão por definições

O levantamento, que ouviu 2 mil eleitores, desenha um retrato de um estado em espera, mas impaciente. A combinação entre a percepção de uma crise profunda e a desconfiança nas instituições reforça a pressão por uma solução rápida.

Para a maior parte da população, qualquer saída para o Palácio Guanabara que ignore o voto direto poderá nascer com um déficit de legitimidade popular.