Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Eduardo Paes mantém liderança na disputa pelo governo do Rio, diz pesquisa
Política
Eduardo Paes mantém liderança na disputa pelo governo do Rio, diz pesquisa
Prefeitura multa ônibus que circularam sem identificação durante o vendaval
Rio de Janeiro
Prefeitura multa ônibus que circularam sem identificação durante o vendaval
Mega-Sena acumula em R$ 100 milhões
Geral
Mega-Sena acumula em R$ 100 milhões
Nova Iguaçu retoma aulas em 81 escolas; 63 unidades seguem fechadas após ventania
Nova Iguaçu
Nova Iguaçu retoma aulas em 81 escolas; 63 unidades seguem fechadas após ventania
Ancelotti prioriza renovação da Seleção e inicia preparação para amistosos
Seleção Brasileira
Ancelotti prioriza renovação da Seleção e inicia preparação para amistosos
Flávio nega ciência de Bolsonaro sobre vídeo feito com IA
Política
Flávio nega ciência de Bolsonaro sobre vídeo feito com IA
Apagão após vendaval compromete abastecimento de água no Rio e na Baixada
Estado
Apagão após vendaval compromete abastecimento de água no Rio e na Baixada
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Mais de 200 mil consumidores continuam sem luz no Rio e Região Metropolitana

A demora no restabelecimento da energia provocou revolta em diferentes regiões do Rio.

Siga-nos no

reprodução

Após a ventania que provocou estragos em diferentes regiões do Rio de Janeiro, o número de consumidores sem energia na capital caiu para 243 mil. O número é alto, mas representa uma redução de cerca de 77% em relação a quarta-feira (29), quando chegou a aproximadamente 1,1 milhão no momento mais crítico da queda de luz.

A concessionária Light informou que mais de 2 mil funcionários permanecem mobilizados em uma operação especial para acelerar os reparos e reconstruir trechos danificados da rede elétrica.

De acordo com a companhia, os ventos derrubaram cerca de 220 árvores apenas no município do Rio. Muitas delas atingiram diretamente cabos, postes e equipamentos do sistema elétrico. Em Entre os locais mais afetados pela interrupção do serviço aparecem Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio dos Bandeirantes. Na Baixada Fluminense, os maiores impactos ocorreram em Nova Iguaçu e Duque de Caxias.

A Enel Distribuição Rio informou que normalizou o fornecimento para 95% dos clientes atingidos pelos fortes ventos em sua área de concessão. Segundo a empresa, a região mais castigada pelo temporal ficou na Costa Verde, principalmente nos municípios de Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba.

A queda de dezenas de árvores sobre ruas e rodovias danificou a rede elétrica e dificultou a chegada das equipes aos locais afetados. A concessionária afirmou ter triplicado o número de profissionais em campo desde o início da ocorrência. Além da recomposição do sistema elétrico, as equipes atuam na retirada de galhos e árvores que bloquearam acessos e interromperam vias.

A empresa também destacou o uso de manobras remotas para reduzir o tempo de interrupção e acelerar a retomada do serviço.

Protestos e transtornos

A demora no restabelecimento da energia provocou revolta em diferentes regiões do Rio. Nesta quinta-feira, moradores interditaram trechos da Avenida Brasil, em Santa Cruz, e da Estrada do Mapuá, em Jacarepaguá, para cobrar uma solução para os apagões.

Além dos bloqueios, a falta de eletricidade afetou semáforos, estações de transporte, estabelecimentos comerciais e residências. Linhas do BRT também registraram interrupções e atrasos ao longo do dia.

A interrupção no fornecimento de energia, além da queda de árvores e de outras estruturas, também comprometeu o abastecimento de água em diversos bairros e municípios da Região Metropolitana.

Segundo a Cedae, responsável pela produção de água, a Elevatória do Lameirão foi paralisada durante a ventania, após o desligamento da energia elétrica.

Com isso, a Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, responsável pelo abastecimento de quase toda a Região Metropolitana, operou com apenas 55% da capacidade, afetando a distribuição.

A estatal informou que o funcionamento começou a ser normalizado ainda na quarta-feira, às 18h. O problema afeta toda a cidade do Rio e municípios da Baixada Fluminense (veja bairros no fim da reportagem).

A normalização do abastecimento por conta desse problema tem prazo de até 48 horas, segundo a Águas do Rio, concessionária responsável pelo abastecimento da maior parte da Região Metropolitana.

Trechos podem ficar sem água até domingo
O desabastecimento, porém, pode ser mais longo para alguns bairros e municípios. A Águas do Rio informou que uma série de intercorrências comprometeu o fornecimento em diferentes regiões.

Além da paralisação temporária do Guandu, a companhia informou que elevatórias ficaram fora de operação por causa da falta de energia e que houve registro de vazamentos.

A normalização do abastecimento poderá levar até 72 horas. Ou seja, parte da população pode ficar sem água até domingo (2).

Estão nessa lista bairros como Brás de Pina, Irajá, Jacaré, Sampaio, Madureira e Praça Seca, além da cidade de Belford Roxo e de bairros de Duque de Caxias, São João de Meriti e Nova Iguaçu (veja a lista completa abaixo).

A concessionária Rio+Saneamento informou que partes da Zona Oeste e o município de Itaguaí seguem impactados por problemas no fornecimento de energia elétrica, que afetam sistemas de bombeamento.

A empresa não deu prazo para a normalização e informou apenas que, “após a normalização do fornecimento de energia elétrica, o abastecimento será restabelecido de forma gradual”.

A Iguá Saneamento, responsável pelo abastecimento da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, informou que não registrou vazamentos, mas foi impactada pela redução na operação da Estação Guandu após a falta de energia.

“Tão logo o sistema da Cedae atinja 100% da capacidade operacional, será normalizado gradativamente o abastecimento nas regiões atendidas pela Iguá Rio”, informou.