O Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. O artista é investigado por efetuar um disparo com espingarda durante uma festa realizada em dezembro de 2024, em um condomínio de luxo na cidade de Igaratá, no interior paulista.
Segundo o MP, o tiro foi feito em meio a várias pessoas e a ação acabou filmada e divulgada nas redes sociais. O pedido de prisão foi apresentado pelo promotor Alan Carlos Reis Silva.
Na solicitação enviada à Justiça, o Ministério Público afirma que Oruam está foragido e cita ainda investigações envolvendo suposta lavagem de dinheiro, ligação com o Comando Vermelho e o processo em que o rapper responde por tentativa de homicídio contra policiais civis no Rio de Janeiro.
De acordo com o promotor, o paradeiro desconhecido do artista compromete o andamento do processo e pode dificultar o cumprimento de uma eventual condenação.
Oruam já era considerado foragido da Justiça fluminense desde fevereiro deste ano por descumprimentos relacionados ao uso da tornozeleira eletrônica. Segundo as investigações, mais de 60 violações foram registradas desde a instalação do equipamento.
O rapper também é réu por duas tentativas de homicídio qualificado após um episódio ocorrido em julho de 2025, no Joá, Zona Oeste do Rio. Segundo o Ministério Público, ele e outros suspeitos teriam arremessado pedras contra policiais civis durante uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes.










