A missão Artemis II alcançou, nesta segunda-feira (06), às 14h58, um marco histórico ao levar seres humanos ao ponto mais distante da Terra já registrado. O feito supera o recorde estabelecido em 1970 pela Apollo 13.
A previsão é que a cápsula Orion atinja uma distância máxima de cerca de 406 mil quilômetros da Terra durante a volta ao redor da Lua. Na década de 1970, a Apollo 13 havia chegado a aproximadamente 400 mil quilômetros, o que coloca a nova missão cerca de 6,4 mil quilômetros além do recorde anterior.
A jornada permitirá observações inéditas do satélite natural, incluindo o chamado lado oculto da Lua e regiões pouco exploradas por cientistas.
Durante as cerca de seis horas de aproximação, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen vão coletar dados essenciais para futuras missões tripuladas, incluindo o próximo pouso lunar previsto para 2028.

A manobra ao redor da Lua também é estratégica, já que utiliza a gravidade do satélite como impulso para o retorno à Terra, em uma viagem que deve durar mais quatro dias. Segundo a NASA, a cápsula deixará a influência gravitacional lunar na terça-feira (7), iniciando o trajeto de volta.
Com duração total de cerca de dez dias, a missão funciona como um teste completo dos sistemas da nave em condições de espaço profundo.
A Artemis II faz parte de um plano de longo prazo para estabelecer presença humana contínua na Lua e, futuramente, viabilizar missões a Marte. O retorno ao programa lunar, após mais de cinco décadas, também ocorre em meio à disputa geopolítica global e ao interesse por recursos minerais do satélite, como o hélio-3, considerado estratégico para a geração de energia no futuro.






