Representantes da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca acionaram o Comando da Aeronáutica para denunciar o aumento de voos irregulares na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A iniciativa ganhou força após a colisão entre dois helicópteros que matou seis pessoas no Recreio dos Bandeirantes, na manhã de domingo (14).
De acordo com moradores da região, a tragédia evidencia falhas na fiscalização do tráfego aéreo local. Antes mesmo do acidente, já estava marcada para o próximo dia 22 uma reunião entre representantes do Recreio dos Bandeirantes e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão ligado ao Comando da Aeronáutica.
Entre as principais reclamações estão o desrespeito aos limites de altitude, o elevado número de aeronaves sobrevoando a região e a recorrência de operações fora dos padrões estabelecidos. Dados do Decea apontam que, em um intervalo de seis meses, 34% das aeronaves que passaram pelo bairro apresentaram algum tipo de irregularidade.
Os moradores pedem reforço na fiscalização e a adoção de regras mais rígidas para aumentar a segurança tanto da população quanto das tripulações. O subprefeito da Barra da Tijuca, Leandro Marques, deverá participar do encontro.
A apuração sobre as causas do acidente está sendo conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB). Já a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que analisa a situação documental e as condições operacionais das duas aeronaves envolvidas na colisão.










