O governo do Irã e os veículos de comunicação estatais confirmaram, neste sábado (28), a morte do Aiatolá Ali Khamenei, Líder Supremo do país há quase quatro décadas. A confirmação oficial veio através da agência estatal Fars, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado que o líder foi atingido durante um bombardeio estratégico.
Em nota oficial, o gabinete do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou o episódio como um “ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista”. O governo declarou 40 dias de luto oficial e um feriado nacional de sete dias.
“Martírio” no local de trabalho
A nota do governo buscou desmentir rumores de que o Aiatolá estaria escondido por medo de atentados. Segundo o comunicado, Khamenei “alcançou a graça do martírio” enquanto estava em seu local de trabalho, o que, para o regime, prova a “falsidade da guerra psicológica do inimigo”.
A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) e as Forças Armadas também se manifestaram, afirmando que o caminho de seu guia será continuado com “poder” para defender o legado da Revolução Islâmica.
Trump e Netanyahu celebram operação
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump utilizou a rede social Truth Social para detalhar a operação. Segundo Trump, o sistema de inteligência norte-americano, em parceria com Israel, rastreou o líder de forma implacável. “Khamenei, uma das pessoas mais malignas da história, está morto. Isso é justiça não apenas para o povo do Irã, mas para todos os americanos e cidadãos do mundo mortos ou mutilados por seus capangas sanguinários”, escreveu.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, corroborou a informação, afirmando que forças israelenses destruíram o complexo onde o líder se encontrava. Trump ainda incentivou as forças de segurança iranianas a abandonarem o regime e se unirem à população para “retomar o país”, sugerindo que há relatos de deserções em massa na Guarda Revolucionária.
Quatro décadas no poder
Ali Khamenei, nascido em 1939 na cidade sagrada de Mashhad, assumiu o comando do Irã em 1989, sucedendo o Aiatolá Khomeini. Sua trajetória foi marcada pela oposição ferrenha ao Ocidente e pela consolidação da teocracia xiita. Ele deixa o poder em um momento de incerteza máxima sobre a sucessão e o futuro da estabilidade no Oriente Médio.






