Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Eleitores não podem ser presos a partir desta terça-feira antes do segundo turno
Eleições 2026
Eleitores não podem ser presos a partir desta terça-feira antes do segundo turno
Governador em exercício afasta PMs após morte de secretário de Queimados na Avenida Brasil
Estado
Governador em exercício afasta PMs após morte de secretário de Queimados na Avenida Brasil
Disque Denúncia divulga cartaz para localizar suspeito de atirar em arqueóloga no Leblon
Rio de Janeiro
Disque Denúncia divulga cartaz para localizar suspeito de atirar em arqueóloga no Leblon
MPF cobra R$ 10 milhões por danos ambientais causados por queda de helicóptero na Vista Chinesa
Estado
MPF cobra R$ 10 milhões por danos ambientais causados por queda de helicóptero na Vista Chinesa
Meta diz ao TSE que tomou medidas para candidaturas serem tratadas de forma igual
Eleições 2026
Meta diz ao TSE que tomou medidas para candidaturas serem tratadas de forma igual
Flávio Bolsonaro recebe R$ 20,3 milhões em doações no segundo turno
Eleições 2026
Flávio Bolsonaro recebe R$ 20,3 milhões em doações no segundo turno
Prefeitura do Rio cria bonificação para profissionais da Educação com base em resultados do Ideb
Rio de Janeiro
Prefeitura do Rio cria bonificação para profissionais da Educação com base em resultados do Ideb
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

MPF contesta gratificação por letalidade policial aprovada na Alerj

De acordo com a Procuradoria, a gratificação aprovada pela Alerj viola direitos humanos

Siga-nos no

Foto: Divulgação PMERJ

O Ministério Público Federal (MPF) enviou, nesta quarta-feira (24), um ofício ao governador Cláudio Castro questionando a constitucionalidade do projeto aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que prevê gratificações para policiais civis envolvidos na “neutralização” de criminosos em confrontos armados.

O projeto, votado na terça-feira (23), retoma a chamada “gratificação faroeste” — prática já adotada entre 1995 e 1998 — que estabelece bônus de 10% a 150% sobre o salário, inclusive em casos de apreensão de armas de grosso calibre.

No documento, assinado pelo procurador Júlio José Araújo Júnior, da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), o MPF aponta três irregularidades principais:

  • Vício de iniciativa, já que a proposta deveria partir do Executivo, e não do Legislativo;

  • Descumprimento de decisões do STF, contrariando determinações da ADPF 635, que trata da letalidade policial no estado;

  • Violação ao direito à segurança pública, por incentivar ações letais sem comprovação de que isso traga benefícios reais à população.

O procurador afirma que o projeto promove “o incremento da letalidade policial”, o que contraria o compromisso assumido pelo próprio Estado do Rio de reduzir esse tipo de ocorrência. O MPF também reforça que o uso da força como estratégia de segurança não possui base em evidências e pode resultar em mais violência.

Além de inconstitucional, o parecer alerta que a medida pode gerar novas responsabilizações internacionais ao Brasil por violações de direitos humanos, caso seja sancionada.

O projeto ainda depende da sanção do governador e de regulamentação pela Secretaria da Polícia Civil para entrar em vigor. Organizações de direitos humanos e a ONU já manifestaram preocupação com políticas que incentivem a violência como instrumento de segurança pública.

O MPF reforça que a segurança deve ser construída com base em dados, transparência e respeito aos direitos fundamentais.