Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Procon de São Paulo multa Enel em R$ 14,3 milhões por falhas no fornecimento de energia
Brasil
Procon de São Paulo multa Enel em R$ 14,3 milhões por falhas no fornecimento de energia
Maricá aposta no turismo para reduzir dependência dos royalties do petróleo
Maricá
Maricá aposta no turismo para reduzir dependência dos royalties do petróleo
Incêndio atinge loja em Copacabana e deixa três feridos
Destaque
Incêndio atinge loja em Copacabana e deixa três feridos
Receita amplia para 173 os benefícios fiscais que devem ser declarados pelas empresas
Economia
Receita amplia para 173 os benefícios fiscais que devem ser declarados pelas empresas
Zona Norte recebe Festival de Cultura Preta com programação gratuita em Niterói
Cultura
Zona Norte recebe Festival de Cultura Preta com programação gratuita em Niterói
Ipanema vai receber projeto bilionário misterioso para revitalizar quadra nobre do bairro
Economia
Ipanema vai receber projeto bilionário misterioso para revitalizar quadra nobre do bairro
Obra de terceiros interrompe abastecimento de água em cidades da Baixada Fluminense
Baixada Fluminense
Obra de terceiros interrompe abastecimento de água em cidades da Baixada Fluminense

MPF contesta gratificação por letalidade policial aprovada na Alerj

De acordo com a Procuradoria, a gratificação aprovada pela Alerj viola direitos humanos

Siga-nos no

Foto: Divulgação PMERJ

O Ministério Público Federal (MPF) enviou, nesta quarta-feira (24), um ofício ao governador Cláudio Castro questionando a constitucionalidade do projeto aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que prevê gratificações para policiais civis envolvidos na “neutralização” de criminosos em confrontos armados.

O projeto, votado na terça-feira (23), retoma a chamada “gratificação faroeste” — prática já adotada entre 1995 e 1998 — que estabelece bônus de 10% a 150% sobre o salário, inclusive em casos de apreensão de armas de grosso calibre.

No documento, assinado pelo procurador Júlio José Araújo Júnior, da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), o MPF aponta três irregularidades principais:

  • Vício de iniciativa, já que a proposta deveria partir do Executivo, e não do Legislativo;

  • Descumprimento de decisões do STF, contrariando determinações da ADPF 635, que trata da letalidade policial no estado;

  • Violação ao direito à segurança pública, por incentivar ações letais sem comprovação de que isso traga benefícios reais à população.

O procurador afirma que o projeto promove “o incremento da letalidade policial”, o que contraria o compromisso assumido pelo próprio Estado do Rio de reduzir esse tipo de ocorrência. O MPF também reforça que o uso da força como estratégia de segurança não possui base em evidências e pode resultar em mais violência.

Além de inconstitucional, o parecer alerta que a medida pode gerar novas responsabilizações internacionais ao Brasil por violações de direitos humanos, caso seja sancionada.

O projeto ainda depende da sanção do governador e de regulamentação pela Secretaria da Polícia Civil para entrar em vigor. Organizações de direitos humanos e a ONU já manifestaram preocupação com políticas que incentivem a violência como instrumento de segurança pública.

O MPF reforça que a segurança deve ser construída com base em dados, transparência e respeito aos direitos fundamentais.

Mais Quentes