Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Bolsonaristas debatem substituição de Flávio por Michelle Bolsonaro para presidência
Política
Bolsonaristas debatem substituição de Flávio por Michelle Bolsonaro para presidência
Novas linhas ampliam integração entre Nova Iguaçu e o BRT no Trevo das Margaridas
Estado
Novas linhas ampliam integração entre Nova Iguaçu e o BRT no Trevo das Margaridas
Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro financiamento para filme sobre Jair
Brasil
Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro financiamento para filme sobre Jair
França confina passageiros em cruzeiro após suspeita de gastroenterite
Mundo
França confina passageiros em cruzeiro após suspeita de gastroenterite
EUA afirma pode oferecer ajuda financeira a Cuba
Mundo
EUA afirma pode oferecer ajuda financeira a Cuba
Vaticano ameaça de excomunhão grupo católico dissidente
Mundo
Vaticano ameaça de excomunhão grupo católico dissidente
Dias Toffoli assume vaga efetiva no TSE após saída antecipada de Cármen Lúcia
Política
Dias Toffoli assume vaga efetiva no TSE após saída antecipada de Cármen Lúcia
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

MPRJ denuncia PMs por morte de empresário na Pavuna, no Rio

A acusação é de homicídio doloso triplamente qualificado

Siga-nos no

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou dois policiais militares pela morte do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira. O caso ocorreu na madrugada de 22 de abril, na Pavuna, Zona Norte do Rio. A acusação é de homicídio doloso triplamente qualificado.

A denúncia foi apresentada na quarta-feira (6) pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) e pela 2ª Promotoria de Justiça junto ao 1º Tribunal do Júri da Capital.

Segundo o MPRJ, os policiais Rafael Assunção Marinho e Rodrigo da Silva Alves, ambos do 41º BPM (Irajá), efetuaram mais de 20 disparos de fuzil contra o veículo em que Daniel estava com outras três pessoas. O empresário foi atingido na cabeça e morreu no local. Os demais ocupantes não ficaram feridos.

De acordo com a acusação, o crime teria sido cometido por motivo torpe e com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. As investigações apontam que os agentes monitoraram o carro por mais de uma hora, com acesso a informações em tempo real, antes da abordagem.

O Ministério Público também contesta a versão inicial apresentada pelos policiais de que teria havido ordem de parada ou bloqueio da via. Segundo o órgão, não havia blitz ou qualquer sinalização antes dos disparos.

O MPRJ solicitou ainda a quebra dos sigilos telefônico e telemático dos denunciados, além da análise dos celulares apreendidos no momento da prisão em flagrante.

Daniel tinha 29 anos e voltava de um pagode com amigos quando foi baleado. Ele era dono de uma loja de produtos eletrônicos, morava no bairro há mais de duas décadas e deixou esposa e uma filha de 4 anos.

Desde o início das investigações, familiares contestam a versão apresentada pelos agentes. A irmã da vítima, Thaís Oliveira, afirmou que não houve qualquer reação no veículo. “Foram 23 tiros. Então, 23 tiros não é ordem de parada”, disse.

Além dos dois policiais denunciados, o Ministério Público apura a possível participação de outros agentes, incluindo oficiais da corporação. Imagens de câmeras corporais analisadas pelo Gaesp mostram os policiais em contato com interlocutores identificados como “chefe” e “comandante” durante a ação.

Para o promotor Fábio Corrêa, coordenador do grupo, os registros levantam a hipótese de uma ação previamente planejada. Ele afirmou que as imagens sugerem “uma emboscada”.

As gravações também indicam que não havia bloqueio na pista e não mostram qualquer ordem de parada antes dos disparos. A investigação ainda trabalha com a hipótese de que o empresário pudesse ser alvo de extorsão ou de abordagens anteriores.

Os policiais foram presos em flagrante no dia do crime, e a prisão foi posteriormente convertida em preventiva. Até a última atualização do caso, as defesas dos acusados não haviam se manifestado.