Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Turismo no Rio movimenta R$ 17 bilhões e recebe 1,3 milhão de estrangeiros no primeiro semestre
Rio de Janeiro
Turismo no Rio movimenta R$ 17 bilhões e recebe 1,3 milhão de estrangeiros no primeiro semestre
Brasil permanece fora do Mapa da Fome e registra menor índice de insegurança alimentar da história
Brasil
Brasil permanece fora do Mapa da Fome e registra menor índice de insegurança alimentar da história
PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre negociação de apartamento
Política
PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre negociação de apartamento
Governo do Rio exonera 173 cargos após fusão de secretárias de Agricultura
Estado
Governo do Rio exonera 173 cargos após fusão de secretárias de Agricultura
Quase toda a Zona Sul do Rio tem praias impróprias para banho, aponta Inea
Rio de Janeiro
Quase toda a Zona Sul do Rio tem praias impróprias para banho, aponta Inea
Incêndio atinge depósito da Águas do Rio em Queimados e é controlado pelos bombeiros
Baixada Fluminense
Incêndio atinge depósito da Águas do Rio em Queimados e é controlado pelos bombeiros
União de Maricá amplia parceria para levar legado de Darcy Ribeiro à Sapucaí
Maricá
União de Maricá amplia parceria para levar legado de Darcy Ribeiro à Sapucaí
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Nova lei obriga hospitais a exibirem canais de denúncia contra violência obstétrica no Rio

Sancionada pelo governador em exercício, medida busca combater abusos em maternidades públicas e privadas; iniciativa é fruto de CPI que investigou negligências no estado.

Siga-nos no

Reprodução

A partir de agora, todas as maternidades e hospitais do estado do Rio de Janeiro, sejam eles públicos ou privados, são obrigados a dar visibilidade aos caminhos para denunciar a violência obstétrica. A determinação consta na Lei 11.158/26, sancionada pelo governador em exercício, Ricardo Couto.

A nova lei, de autoria da deputada Renata Souza (PSOL), exige que as unidades de saúde instalem cartazes ou placas em locais estratégicos e de grande circulação, como salas de espera e alas de internação. O objetivo é claro: garantir que gestantes e puérperas saibam exatamente onde buscar ajuda caso sofram abusos.

A lei reforça o entendimento da Constituição Estadual sobre o que constitui a violência obstétrica. O termo abrange uma série de condutas que ferem a dignidade da mulher, tais como:

  • Agressões: Física, verbal ou sexual.
  • Negligência: Falta de assistência ou omissão de socorro.
  • Abuso médico: Procedimentos dolorosos, desnecessários ou contraindicados sem consentimento.
  • Discriminação: Tratamento diferenciado por raça, idade, religião, orientação sexual ou classe social.

Da CPI para o Diário Oficial

A sanção desta lei é um marco que encerra um ciclo iniciado em 2019, com a instalação da CPI do Hospital da Mulher de Cabo Frio na Alerj. Na época, a comissão apurou relatos graves de desassistência e falta de acolhimento na Região dos Lagos.

“Esta lei é um desdobramento direto do que ouvimos e apuramos naquela CPI. Precisamos tirar o medo do silêncio e oferecer ferramentas reais de proteção às mulheres”, defende a deputada Renata Souza.

Os cartazes fixados nas unidades de saúde deverão conter, obrigatoriamente, os contatos dos órgãos de proteção:

  • Emergências: Polícia Militar (190)
  • Investigação: Polícia Civil (Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher – DEAM)
  • Assistência Jurídica: Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública (Nudem)