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Número de mortos no Himalaia chega a 1.019 e há 4,4 mil desaparecidos

Centenas de estrangeiros estão entre os desaparecidos

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O número de mortos após a avalanche que devastou áreas do Himalaia na fronteira entre Nepal e Tibete chegou a 1.019, segundo balanços divulgados nesta terça-feira (1º) pelas autoridades dos dois países. A dimensão da tragédia ainda pode aumentar: 4.462 pessoas permanecem desaparecidas, entre elas centenas de estrangeiros, diz reportagem da AFP.

A autoridade de gestão de desastres do Nepal elevou para 1.003 o número de mortes confirmadas no país. No lado chinês, a imprensa estatal informou que outras 16 pessoas morreram na região autônoma do Tibete.

A catástrofe foi desencadeada pelo colapso de uma geleira no alto do Himalaia. A queda da enorme massa de gelo provocou uma avalanche e uma onda de água gelada e detritos que avançou montanha abaixo e destruiu vilarejos.

Equipes de resgate continuam procurando sobreviventes e tentando localizar desaparecidos nas regiões atingidas.

Mais de 4,4 mil pessoas continuam desaparecidas

O Nepal concentra a maior parte dos desaparecimentos. Segundo as autoridades, 3.916 pessoas ainda não foram localizadas no país. No Tibete, outras 546 permanecem desaparecidas.

O balanço chama atenção também pela quantidade de estrangeiros atingidos. Entre os desaparecidos no Nepal estão 583 cidadãos estrangeiros de mais de 30 nacionalidades. Na China, são 261 estrangeiros de 23 países.

Os indianos formam um dos maiores grupos. Segundo informações de Nova Délhi, 275 cidadãos indianos e outras 128 pessoas de origem indiana estão desaparecidos no Nepal.

O Departamento de Estado dos EUA informou que 85 cidadãos do país ainda não foram localizados.

Os balanços também registram entre os desaparecidos 62 ucranianos, 51 malaios, 42 australianos e 33 britânicos. Os números reúnem dados do departamento de turismo nepalês e de representações diplomáticas.

Na Índia, autoridades do estado de Uttar Pradesh anunciaram a recuperação de 17 corpos encontrados em rios. Existe a suspeita de que sejam vítimas da avalanche, mas os trabalhos de identificação ainda estão em andamento.

Essas mortes, por enquanto, não foram incorporadas ao balanço oficial da tragédia.

Primeiro-ministro relaciona desastre às mudanças climáticas

O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, classificou a avalanche como um episódio excepcional e relacionou a dimensão da catástrofe às mudanças no clima do planeta.

A avalanche “não foi um evento comum”, afirmou Shah, que atribuiu o desastre às mudanças climáticas e cobrou medidas internacionais para enfrentar o problema.

A causa exata do colapso da geleira, no entanto, ainda não foi determinada.

O episódio ocorre em uma região particularmente vulnerável ao aumento das temperaturas globais. Cientistas alertam que as geleiras do Himalaia estão perdendo massa à medida que o planeta aquece, fenômeno que pode ampliar a instabilidade das áreas montanhosas e os riscos associados ao degelo.

Busca por desaparecidos desafia equipes de resgate

A extensão da área atingida e o número elevado de desaparecidos tornam as operações de busca um dos principais desafios após a catástrofe.

Com milhares de pessoas ainda sem localização confirmada nos dois lados da fronteira, as autoridades trabalham para atualizar as listas de vítimas, identificar corpos recuperados e cruzar informações sobre estrangeiros que estavam na região.

O balanço de 1.019 mortos considera apenas as vítimas oficialmente confirmadas no Nepal e na China. Por isso, o número ainda pode crescer conforme avançarem as buscas e a identificação dos corpos encontrados nas áreas afetadas e nos rios da região.